Vários órgãos, uma entrada.
O cidadão procura informação ou um serviço. Por trás da conversa, especialistas de cada órgão usam padrões e uma esteira comuns.
Como organizar o trabalho para desenvolver mais agentes.
O que aprendemos com Dataprev e PRODESP.
Juliane Lopes · Salesforce
01 de outubro de 2026
Dataprev e PRODESP partem de serviços diferentes. As duas experiências ajudam a explicar como organizar a entrega.
O cidadão procura informação ou um serviço. Por trás da conversa, especialistas de cada órgão usam padrões e uma esteira comuns.
A conversa pode ajudar a encontrar um serviço, agendar e preparar a ida ao posto. O programa organiza o desenvolvimento dessas jornadas.
O trabalho começa pela definição do serviço e segue até uma versão que possa ser testada.
Entender o pedido, o público e o resultado esperado.
Conferir dados, APIs, restrições e capacidade do time.
Testar uma dúvida que impede a decisão de construir.
Preparar conteúdo e ações, configurar o agente e registrar a versão.
A mesma esteira continua depois da construção.
Verificar o comportamento e validar o serviço com quem responde por ele.
Aprovar a versão, combinar a ativação e preparar o suporte.
Acompanhar o uso, corrigir problemas e priorizar melhorias.
O serviço e a prioridade do órgão.
Centraliza e formaliza a demanda.
Avalia esforço e equipe necessária.
O escopo aprovado entra no backlog.
Trazem a dor e o resultado esperado.
Avalia impacto e condições para executar.
Valida APIs, conteúdo e solução.
Define a ordem de trabalho.
Ajudam a entender a necessidade e a definir o resultado esperado.
Trabalham nas integrações, nos padrões e nas responsabilidades técnicas.
Dividem a execução conforme o escopo e a capacidade acordados.
Apoiam qualidade, suporte e capacitação conforme a necessidade.
A Dataprev formaliza a solicitação. A Salesforce estima o trabalho e avalia os perfis necessários.
O Arquiteto Técnico e o Arquiteto de Solução revisam as mudanças e autorizam a passagem pela esteira.
Os testes incluem avaliação adversarial do CPQD. Cada órgão valida o agente no seu domínio.
Versões, testes e decisões ficam registrados para acompanhar mudanças e permitir retorno a uma versão anterior.
Alinhamentos do dia a dia, responsáveis e decisões.
Demandas, conteúdo e dúvidas sobre as jornadas.
Resultados, ajustes e retorno das rodadas de validação.
Demandas priorizadas, trabalho em execução e próximos passos.
Impacto, esforço e disponibilidade de dados e APIs orientam a ordem das entregas.
O comitê interno acompanha decisões. Há registro de cadência quinzenal definida com o parceiro.
A liberação depende da conclusão formal do QA e da homologação pelo Poupatempo.
Capacitação técnica e revisão de deploy e observabilidade fazem parte da governança.
Síntese para discutir com o Bradesco, a partir das duas experiências.
Negócio e gestão do programa definem prioridade e capacidade.
Tecnologia e arquitetura combinam escopo, dados e regras com o negócio.
Qualidade, responsável pelo serviço e operação aprovam a liberação.
Os resultados do uso orientam a próxima rodada de melhorias.
Pode ser uma integração, uma capacidade de IA ou uma abordagem nova para o serviço.
O teste precisa ter um recorte e um critério de sucesso.
Registrar o que funcionou, o que foi simulado e quais limitações apareceram.
Com isso, o time decide se avança, ajusta a abordagem ou encerra a hipótese.
Os agentes usam conteúdo autorizado e integrações com os sistemas do serviço.
Cada conta tem sua própria implementação. Este desenho resume os papéis comuns; Marketing Cloud participa quando há contato proativo.
Definição do que o agente atende e de como lida com exceções.
Organização da base e rotina de atualização.
Integrações que permitem consultar ou executar um serviço.
Verificações que acompanham as mudanças do agente.
Casos documentados e uma média prática para desenvolver um FAQ Agent.
| Referência | Prazo documentado | Como interpretar |
|---|---|---|
| Dataprev · MEC | 25 dias corridos | Do início em 22/dez/2025 ao primeiro go-live, em 16/jan/2026. |
| Dataprev · POC do PAT | 2 dias | Uma POC de escopo delimitado, fora do Serviço na Ponta. |
| PRODESP | Entregas em ondas | Os registros não permitem calcular uma média por agente. |
1 semana até produção.
Inclui desenvolvimento, testes, validações e publicação em produção. O prazo depende da prontidão da base de conhecimento.
Os casos têm escopos diferentes. O tempo de uma POC não equivale ao de um agente em produção.
Verificar os passos, a integração e a confirmação. Testar também o que acontece quando há falha.
Conferir o uso do conteúdo autorizado e o comportamento quando a base não traz a resposta.
Tentar desviar as instruções e provocar respostas que o agente não deveria dar.
Repetir testes de contexto, canal e integrações que já funcionavam.
DataprevTestes técnicos, CPQD e validação por órgão.
PRODESPQA do implementador e aceite do Poupatempo.
A Dataprev documenta quatro ambientes. Na PRODESP, QA e homologação também condicionam a publicação.
Agente, ações, conteúdo e configuração.
Verificação técnica, integração e regressão.
Validação com os responsáveis pelo serviço.
Ativação controlada e acompanhamento do uso.
A versão deve ter os testes e o aceite registrados. O time combina a janela, o suporte e como voltar à versão anterior se necessário.
Acompanhar pedidos sem resposta, falhas nas ações e tempo de atendimento.
Distinguir incidentes de melhorias e ordenar o trabalho pelo impacto no serviço.
Atualizar o agente ou o conteúdo e verificar as jornadas afetadas.
Definir prioridades, manter o conteúdo e aceitar o resultado.
Conhecer as integrações e os testes que podem ser reutilizados.
Monitorar o uso, tratar falhas e encaminhar melhorias.
Na Dataprev, há Expert Coaching para o time Serviço na Ponta. Na PRODESP, os registros incluem capacitação técnica do parceiro.
No Serviço na Ponta, os especialistas compartilham a mesma base de atendimento.
Dúvidas sobre SISU e ENEM, respondidas a partir das informações do MEC.
Orientação sobre Bolsa Família e CadÚnico.
Informações sobre vacinação e os temas autorizados pelo órgão.
A pessoa escreve em linguagem natural no WhatsApp ou na Web.
O orquestrador identifica o domínio e direciona ao agente do órgão.
O especialista consulta a base, respeita o escopo e orienta o próximo passo.
Uma mensagem proativa ou o pedido do cidadão inicia a jornada.
A conversa segue as validações e consulta o serviço de agendamento.
O agente só confirma o agendamento depois do retorno do sistema.
| Jornada | O que a pessoa procura | Trabalho por trás |
|---|---|---|
| Poupinha / Poupatempo | Agendar um atendimento. | Conversa conectada ao sistema de agendamento. |
| Buscador / FAQ | Encontrar informação sobre um serviço. | Conteúdo organizado e atualizado. |
| CIN e Check-in | Preparar documentos e confirmar a chegada. | Comunicação ligada ao atendimento presencial. |
| Mamografia | Receber orientação e seguir para o exame. | Regras da saúde, dados e comunicação. |
| SEI · Zeladoria · DER | Consultar processos ou pedir atendimento. | POCs e desenho de novos serviços. |
O portfólio reúne jornadas entregues, desenhos de serviço e POCs. Os exemplos mostram o tipo de trabalho desenvolvido.
A pessoa escreve ou usa áudio no WhatsApp e informa o serviço desejado.
O agente conduz a conversa e consulta a disponibilidade do serviço.
O sistema efetiva o agendamento e devolve a confirmação correspondente.
A pessoa recebe um lembrete da CIN e orientação sobre o que levar. O exemplo prevê contato sete dias antes.
Pelo celular, a pessoa confirma a chegada. A jornada usa geolocalização.
O check-in conecta a interação digital à operação presencial.
Exemplo de jornada desenhada nos workshops da PRODESP.
A área de saúde fornece as regras e os dados necessários.
A cidadã recebe uma mensagem sobre a jornada do exame.
A conversa segue o escopo aprovado pela área responsável.
O programa acompanha a continuidade da jornada e o comparecimento.
SEI, Zeladoria e DER são exemplos de frentes exploradas no portfólio.
Explorar o uso do agente no trabalho com documentos e processos.
Entender a demanda da cidade e encaminhar o atendimento.
Receber o relato do motorista e conectá-lo ao serviço responsável.
| Aprendizado dos casos | Decisão para o programa do banco |
|---|---|
| Escolher as jornadas | Quais jornadas têm valor claro e condições para começar? |
| Compartilhar padrões | Quais padrões, integrações e testes serão compartilhados? |
| Definir responsáveis | Quem cuida do conteúdo, do aceite e da operação? |
| Aprovar a publicação | Quais critérios e responsáveis autorizam a liberação? |
| Aprender com o uso | Que resultados serão acompanhados e como chegam ao backlog? |
Escolher um serviço com um problema claro e reunir quem conhece a operação.
Definir o resultado esperado, conferir os dados disponíveis e combinar quem participa do desenho.