Projeto Serviço na Ponta. Contexto dos testes de homologação e a proposta de ambiente definitivo.
Resumo executivo
Ao longo da implementação, o ambiente de homologação foi disponibilizado para a validação funcional dos agentes antes de cada go-live. Com o início dos testes automatizados do CPQD, esse ambiente passou a receber um volume de requisições muito acima do seu propósito, o que gerou a degradação de performance observada. A solução e os mecanismos de segurança operaram corretamente durante todo o período. O próximo passo é provisionar um novo ambiente produtivo dedicado a testes: uma nova instância réplica da produção da Dataprev, onde qualquer time poderá executar testes massivos simulando a realidade de produção, com observabilidade e governança.
Homologação
Ambiente afetado
CPQD
Origem da carga: testes automatizados
Nova instância produtiva
Solução definitiva
| Período | Marco | Ambientes de HOM | Descrição |
|---|---|---|---|
| jan/2026 | Início do projeto | – | Aquisição da plataforma no âmbito do Serviço na Ponta, com arquitetura composta por ambiente produtivo e ambiente de homologação. |
| fev–mar/2026 | Preparação da homologação | 1 | Disponibilização do ambiente de homologação para validação funcional dos agentes antes do go-live. |
| mar–abr/2026 | Agentes em produção | 1 | Entrada dos primeiros agentes em produção, operando dentro dos parâmetros de normalidade. |
| abr/2026 | Início dos testes automatizados do CPQD | 1 | O CPQD passa a executar baterias automatizadas de testes no ambiente de homologação, incluindo cenários massivos e adversariais. |
| fim de abr/2026 | Degradação no ambiente de homologação | 1 | O volume e a natureza dos testes automatizados do CPQD levam o ambiente de homologação a operar acima da sua capacidade, gerando latência e queda de sessões nos testes. |
| mai/2026 | Diagnóstico e plano de ação | 1 | Investigação conjunta conclui que a solução e a segurança operaram corretamente. A degradação decorre da carga massiva sobre um ambiente que não é dimensionado para testes de carga. |
| mai/2026 | Medida imediata | múltiplos | Como solução temporária, a carga de testes começou a ser distribuída em ambientes de homologação adicionais, garantindo a continuidade dos testes do CPQD. |
| meados de jun/2026 | Novos agentes exigem novos ambientes | 7 (1 + 6 novos) | Com a chegada de Primeira Infância, IBAMA e MTE, foram criados 6 novos ambientes de homologação para os testes do CPQD, totalizando 7. Evidencia que a abordagem temporária não escala: cada novo agente demanda replicar e manter mais um ambiente. |
| jun–jul/2026 | Solução definitiva | 1 definitivo | Provisionar um novo ambiente produtivo dedicado a testes: nova instância réplica da produção da Dataprev, apta a testes massivos, com observabilidade e governança, consolidando os 7 ambientes temporários em 1 robusto. |
A degradação teve origem nos testes automatizados do CPQD. Os principais fatores:
Os testes automatizados geram um número muito elevado de requisições simultâneas, frequentemente concentradas em janelas curtas. Esse volume supera com folga o que um ambiente de homologação é projetado para receber.
O ambiente de homologação existe para validação funcional dos agentes antes do go-live, não para testes de carga e estresse. Testes massivos exigem um ambiente com capacidade equivalente à de produção.
Parte relevante dos testes do CPQD é composta por perguntas propositalmente maliciosas ou fora de escopo (tentativas de burlar as travas de segurança). A plataforma bloqueou esses cenários corretamente, o que é um indicativo positivo de robustez. Como salvaguarda, violações repetidas encerram a sessão, comportamento que a automação de testes interpreta como falha.
Sob volume massivo e contínuo, o ambiente de homologação atinge seus limites de capacidade, resultando em maior latência e em mensagens de indisponibilidade temporária durante os testes.
O que isso confirma
Os testes não evidenciaram qualquer falha do produto: a jornada coerente dos agentes seguiu funcionando e os mecanismos de segurança atuaram como esperado.
A degradação está associada exclusivamente ao volume dos testes automatizados do CPQD sobre um ambiente de homologação, e não à solução em si.
Uma nova instância (org) réplica do ambiente de produção atual da Dataprev, dedicada a testes e validações, com o mesmo comportamento da produção.
Mesma capacidade e configuração da produção. Qualquer time (CPQD, MGI, Dataprev) poderá executar testes massivos simulando a realidade produtiva, com resultados fiéis ao que ocorrerá em produção.
Por ser um ambiente produtivo, conta com a camada completa de observabilidade: é possível medir acessos, comportamento dos agentes e identificar a origem de cada teste, dando total transparência à operação.
Tudo o que entrar em produção na Dataprev será replicado para essa nova instância, mantendo os dois ambientes sincronizados e garantindo que os testes reflitam sempre o estado real do serviço.
Testes massivos deixam de impactar a produção e o ambiente de homologação. A operação ganha previsibilidade e a evolução do serviço acontece sem risco para o cidadão.