Como a Salesforce pode operacionalizar o novo Marketplace do PAT da Dataprev
Análise estratégica e de implementação a partir da reunião de apresentação de demanda (Dataprev × Salesforce, 21/07/2026), cruzada com o marco regulatório do Decreto 12.712/2025 e dados públicos de mercado. Este documento é o raciocínio vivo em 6 partes: do entendimento do negócio à priorização de casos de uso e KPIs.
Como ler este material
Cada parte responde a uma pergunta de negócio e alimenta a próxima. A navegação lateral segue a ordem lógica do raciocínio de BSA.
1 Entendimento do Negócio
O que é o PAT, a virada regulatória, os atores e a volumetria. Fatos da reunião + fontes públicas.
2 Objetivo de Negócio
O que o MTE e a Dataprev querem de fato alcançar, e quais dores estão resolvendo.
3 Análise Técnica Salesforce
Quais produtos e capacidades Salesforce endereçam cada necessidade.
4 Arquitetura Macro
Desenho de referência com integrações, residência de dados e camadas.
5 Jornadas & Casos de Uso
Fluxos com e sem Agentforce (quando o agente não couber).
6 Priorização & KPIs
Quick wins x complexidade técnica e os indicadores de cada caso.
1.1 O que está em jogo: o PAT e a virada regulatória Contexto
O PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) dá base legal ao vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR). Criado pela Lei 6.321/1976, sob um pacto simples: a empresa concede o benefício e ganha desoneração fiscal (fora de FGTS e IR). O projeto nasce de uma mudança regulatória recente e profunda.
Decreto nº 12.712, de 11/11/2025, o gatilho do projeto
Altera o Decreto 10.854/2021 (na esteira da Lei 14.442/2022). Confirma exatamente o que foi dito na reunião e detalha o cronograma de vigência escalonado.
| Regra nova | O que muda | Vigência | Fonte |
|---|---|---|---|
| Teto de MDR | Taxa de desconto ao estabelecimento limitada a 3,6% (antes ~8,5%) | desde 10/02/2026 | Decreto 12.712/2025, art. 182-B |
| Tarifa de intercâmbio | Limitada a 2% | 90 dias | Decreto 12.712/2025, art. 182-B |
| Prazo de repasse | Liquidação em até 15 dias corridos (antes 30+) | desde 10/02/2026 | Decreto 12.712/2025, art. 182-C |
| Arranjos abertos | Obrigatórios para operadoras com >500 mil trabalhadores | 180 dias | Decreto, art. 174 §1º |
| Interoperabilidade plena | Qualquer cartão aceito em qualquer maquininha | transição 05/2026, plena 11/2026 | Decreto, art. 177 |
| Vedações | Proibição de deságio e de benefícios acessórios (academia, saúde, crédito) | imediata | Decreto, art. 3º / 182-F |
1.2 Quem é a Dataprev nesse arranjo Ator
Estatal de TI que operacionaliza sistemas do MTE. A divisão presente (Benefício ao Trabalho) já opera Seguro-Desemprego, Abono Salarial, CAGED e o Crédito do Trabalhador (consignado da CTPS Digital), e recebeu agora o PAT. A experiência do Crédito do Trabalhador é a analogia-chave: quase 100% dos acessos das instituições financeiras são via API, com resposta automática em segundos.
1.2.1 Quem é quem na mesa Mapa de stakeholders
O material cita várias pessoas da reunião. Este é o elenco: quem apresenta a solução, quem puxa a inovação e quem assina o contrato. Entender o papel de cada um orienta a comunicação (o discurso técnico para uns, o de valor e prazo para os decisores).
Ancorou o enquadramento regulatório (Decreto 12.712/2025, teto de 3,6%) e fixou a regra de ouro do financeiro: a lógica do split fica na plataforma do MTE, o banco só executa.
Traduziu o objetivo do MTE: aumentar a gestão sobre o programa, gestão, fiscalização e monitoramento, para fazer cumprir a lei.
Integra a área técnica que apresenta a solução, contribuindo no detalhamento dos módulos e das integrações do programa.
Dono da tese de integração: facilitadoras operam por API (não por portal) e o Novo PAT, imaturo, exige trabalhar com mock. É o racional que sustenta a escolha do MuleSoft.
Confirmou o modelo de residência (instância AWS em São Paulo + CDP Oracle on-premise), levantou o controle de acesso por facilitadora e endossou o uso de IA no monitoramento.
Pediu o suporte via WhatsApp (o gancho do Agentforce), sugeriu a notificação ao trabalhador "estilo FGTS" e sinalizou que a solução abre caminho para outros ministérios, a narrativa de expansão.
Lidera a frente de IA e agentes ("serviço na ponta") citada como ativo reaproveitável no PAT: motor de fluxo, CDP e agentes já em operação na Dataprev.
Superintendente na governança do fechamento. É com ele e o Flávio que o contrato será fechado: interlocutor do valor de negócio e do compromisso de entrega.
Diretor que pressiona por definições rápidas por causa dos marcos de setembro e novembro. É o senso de urgência da mesa: prazo político acima de tudo.
1.3 O que a Dataprev está construindo, 4+1 módulos Solução
Uma plataforma de governo (marketplace + gestão) que se posiciona entre beneficiárias, facilitadoras, estabelecimentos e o MTE. Não substitui o cadastro oficial (que fica no "Novo PAT" do MTE), mas se integra a ele.
1 Marketplace de Cotação & Contratação
Balcão digital onde a beneficiária publica a necessidade e as facilitadoras enviam propostas padronizadas.
A necessidade inclui nº de funcionários, valor, VA/VR/misto, UF e vigência. Comparação e escolha na plataforma, mas o contrato é fechado diretamente entre as partes. Dinâmica de leilão, não e-commerce de prateleira.
2 Financeiro (folha + custódia + split)
Upload de folha em layout único, pagamento em conta custódia de banco público e split automático.
Geração de boleto (potencial Bolex/Pix BB); o split cobre taxa MTE/Dataprev + repasse à facilitadora. A regra do split reside na plataforma do MTE; o banco só executa.
3 Credenciamento de Estabelecimentos
Pré-cadastro unificado via GOV.BR; a facilitadora consulta, aprova, pede dados ou descredencia via API.
Mudança de última hora: a aprovação/fiscalização/descredenciamento continua com as facilitadoras; o marketplace vira a base unificada.
4 Monitoramento (fiscalização a posteriori)
Facilitadoras enviam as transações por API e o MTE identifica padrões anômalos. Não bloqueia venda, é análise posterior.
Dados: estabelecimento, valor, data/hora, CPF (futuramente categoria do produto). Anomalias como vendas de madrugada, valores atípicos e estabelecimentos suspeitos.
+ Notificação ao Trabalhador via CTPS Digital
Aviso de previsão de crédito no app (modelo similar ao FGTS).
Não é gestão de saldo nem extrato de compras: apenas o aviso do crédito a ser disponibilizado pela facilitadora, consultável na CTPS Digital.
Fluxo macro do marketplace (visão de leilão)
1.4 Glossário dos atores Combinado na reunião
| Ator | Papel | Como acessa |
|---|---|---|
| Facilitadora | Emite/opera o cartão (Sodexo/Pluxee, Alelo, VR, Caju, Ticket). Fiscaliza e credencia estabelecimentos. | API |
| Beneficiária | Empresa que contrata o benefício para seus funcionários. | GOV.BR + procuração digital |
| Estabelecimento | Supermercado, restaurante, padaria que aceita o vale. | GOV.BR |
| MTE | Dono do programa. Quer gestão, fiscalização e monitoramento. | Painéis / gestão |
| Novo PAT | Sistema pré-existente do MTE (feito pela DTI do Ministério) que credencia beneficiárias, facilitadoras e nutricionistas. | Integração (API) |
| Trabalhador | Beneficiário final do crédito de alimentação/refeição. | CTPS Digital |
1.5 Volumetria: o que disseram × o que confirma o mercado Dados
Os números da Dataprev batem em ordem de grandeza com as fontes públicas. Isso valida a estratégia de API (centenas de milhares de beneficiárias contra poucas centenas de facilitadoras, sendo 5 dominantes).
1.6 Restrições, dependências e prazos Riscos iniciais
🔒 Residência de dados
Dados sensíveis (CPF, transações) não podem ficar em nuvem externa. É o maior desafio arquitetural.
Padrão Dataprev do "serviço na ponta": CDP Oracle on-premise no data center, com o restante em AWS São Paulo (residência nacional).
🧩 APIs imaturas
Integração mais crítica e arriscada: o Novo PAT, ainda em construção, sem arquitetura, Swagger ou definição pronta.
Estratégia acordada: descoberta em tempo de projeto + mocks em homologação. As demais integrações já são mais conhecidas internamente.
Cronograma sinalizado
Dependências de integração Material Dataprev, "Possíveis Dependências"
O próprio material da Dataprev (deck "PAT · Fábrica") lista as integrações necessárias. Reproduzimos a tabela oficial abaixo, com a correção do que na reunião havia sido anotado como "Kinis": as fontes cadastrais corretas são o CNIS PJ (empregadores) e o CNIS PF (trabalhadores).
| Produto / Fonte | Funcionalidade | Descrição |
|---|---|---|
| Novo PAT crítico | Credenciamento de beneficiárias e facilitadoras | Integração via API para validação cadastral. Pode demandar desenvolvimento adicional do lado da DTI do MTE. |
| CTPS Digital e Portal do Trabalhador | Notificações ao trabalhador | Integração para informar os créditos de VA/VR ao trabalhador. |
| Gov.br | Autenticação | Login de beneficiárias e trabalhadores via Gov.br (nível prata/ouro). |
| GERID MTE | Autenticação | Login dos usuários do MTE. |
| eSocial / Extrato | Dados das declarações | Fonte de dados complementar (ex.: batimento da folha com empregados declarados). |
| CNIS PJ | Dados das declarações | Dados dos empregadores (pessoa jurídica). |
| CNIS PF | Dados das declarações | Dados dos trabalhadores (pessoa física). |
| SDC | Dados corporativos | Dados estruturados de UF e municípios. |
| Facilitadoras | Dados para monitoramento | Informações das transações realizadas nos estabelecimentos. |
| Banco público | Transações com a conta custódia | Gestão do crédito e repasse financeiro (split). |
🎯 Fio condutor estratégico da Parte 1
O governo quer trazer para dentro de uma plataforma de Estado um mercado de R$ 150 a 200 bilhões que hoje é opaco e controlado por poucos players. A Dataprev precisa entregar isso em prazo apertadíssimo (set e nov/2026), com dados sensíveis on-premise e integrações ainda inexistentes, num ambiente de disputa jurídica com o mercado incumbente.
2.1 A pergunta central de negócio Framing
Antes de falar de tecnologia, é preciso separar quem quer o quê. Há três camadas de objetivo com interesses diferentes (e às vezes em tensão): o MTE (dono da política pública), a Dataprev (executora e operadora do trilho digital) e o ecossistema (trabalhador, beneficiária, estabelecimento, facilitadora). O sucesso do projeto depende de atender os três sem quebrar nenhum.
2.2 Objetivos do MTE, dono do programa Política pública
O objetivo declarado mais alto na reunião: "aumentar a gestão, fiscalização e monitoramento do programa". Tudo o mais é meio para isso.
🎯 Enforcement da lei
Garantir as regras do PAT: mesmo valor para todos os funcionários, uso exclusivo em alimentação, teto de taxas e prazo de repasse.
Hoje o MTE "depende das informações repassadas" e não consegue validar.
👁️ Visibilidade de mercado
Ter dados que hoje não existem: taxas praticadas, contratos fechados, rede de estabelecimentos e transações.
Sair da cegueira informacional.
⚖️ Concorrência e transparência
Quebrar a concentração (5 players dominam), dando visibilidade de taxas e abrindo espaço para facilitadoras menores.
A dinâmica de leilão pressiona preços para baixo.
🏪 Base unificada de estabelecimentos
Consolidar os ~800 mil estabelecimentos que hoje só existem nas bases privadas das facilitadoras.
Com poder de descredenciar irregulares (hoje ~0%).
🔎 Detecção de fraude e desvio
Identificar padrões anômalos: vendas de madrugada, valores atípicos, itens fora do rol permitido.
Gera fiscalização a posteriori.
💰 Arrecadação simbólica no split
Uma taxa pequena por operação, retida no split, remunera o serviço (MTE/Dataprev).
Cria a sustentação econômica da plataforma.
2.3 Objetivos da Dataprev, executora e trilho digital Negócio / entrega
⏱️ Entregar no prazo político
Homologar cotação + Novo PAT até set/2026 e produção completa até 15/11/2026.
Há pressão direta do diretor Flávio Ronerson.
🚄 Consolidar-se como o "trilho" de benefícios
O PAT adiciona mais um serviço nacional ao portfólio, reforçando o papel de plataforma única do trabalhador.
A Dataprev já opera Seguro-Desemprego, Abono, CAGED e Crédito do Trabalhador.
💵 Receita recorrente
Taxa de serviço por transação no split, sobre um volume de R$ 150-200 bi/ano.
Modelo de monetização escalável e previsível.
🌐 Expansão para outros órgãos
O padrão "abre caminho para outros ministérios": a plataforma vira ativo replicável.
Sinalização de Rafael Roquette na reunião.
♻️ Reaproveitar o que já existe
Aproveitar aprendizado e ativos do "serviço na ponta".
CDP Oracle on-premise, motor de fluxo/máquina de estado e agentes de IA (frente da Fernanda Souza).
🛡️ Soberania e conformidade de dados
Manter dados sensíveis (CPF, transações) com residência nacional e, idealmente, on-premise.
Coerente com o perfil de governança de dados da estatal.
2.4 Objetivos do ecossistema Stakeholders
| Ator | O que ganha (objetivo) | Risco / resistência |
|---|---|---|
| Trabalhador | Previsibilidade do crédito (notificação CTPS), mais estabelecimentos aceitando (interoperabilidade), benefício protegido de desvio. | Baixa. É o beneficiado final. |
| Beneficiária (empresa) | Comparar taxas, reduzir custo, layout único de folha, menos trabalho operacional, mais transparência. | Curva de adoção do novo canal e da autenticação GOV.BR. |
| Estabelecimento | Taxa menor (teto 3,6%), repasse mais rápido (15 dias), aceitação universal de cartões. | Nova etapa de pré-cadastro obrigatório na plataforma. |
| Facilitadora | Acesso automatizado via API, base unificada de estabelecimentos, menos atrito de credenciamento. | Alta. Perda de margem, transparência forçada e disputa jurídica (ABBT no STF). Integra por obrigação regulatória. |
2.5 Objetivos explícitos × implícitos Leitura estratégica
✅ Explícitos (ditos na reunião)
- Gestão, fiscalização e monitoramento pelo MTE
- Transparência e concorrência de taxas
- Base unificada de estabelecimentos
- Padronização de folha e split financeiro
- Notificação de crédito ao trabalhador
🔒 Implícitos (leitura BSA)
- Dar enforcement operacional a um decreto contestado no STF
- Reduzir o poder de barganha do oligopólio de facilitadoras
- Criar uma fonte de receita recorrente para MTE/Dataprev
- Posicionar a Dataprev como plataforma-âncora de benefícios do trabalhador
- Gerar um modelo replicável para outros programas/ministérios
🎯 North Star dos stakeholders (resumo)
3.1 Princípio de arquitetura de solução Tese técnica
A Salesforce entra como a camada de orquestração, regras, experiência e inteligência do programa, não como repositório do dado sensível bruto. O dado sensível (CPF, transações) segue a regra de residência da Dataprev; a Salesforce governa o processo, aplica as regras de negócio e expõe as jornadas. Isso permite entregar rápido sem violar a soberania de dados.
🧠 Orquestração & Regras
Flow, Apex e OmniStudio, sobre a Salesforce Platform, concentram máquina de estado, validações e a lógica de split (com percentuais versionados em Custom Metadata Types) que "tem que ficar na plataforma do MTE".
🔌 Integração desacoplada
MuleSoft é o barramento único para Novo PAT, GOV.BR, banco custódia, eSocial e as APIs das facilitadoras, com mock nativo para destravar prazos.
🔐 Soberania de dado
Hyperforce Brasil (AWS SP) para residência nacional em nuvem; dado ultrassensível permanece on-premise (padrão CDP Oracle já usado na Dataprev).
3.2 Mapa: objetivo / dor → capacidade → produto Salesforce Rastreabilidade
Cada linha conecta uma necessidade da Parte 2 ao componente que a resolve. É a espinha dorsal da proposta de solução.
| Necessidade / dor | Capacidade requerida | Produto / recurso Salesforce |
|---|---|---|
| Marketplace de cotação (leilão) | Portais autenticados, propostas padronizadas, comparação | Experience Cloud + Salesforce Platform (objetos + Flow) + OmniStudio |
| Regras do leilão e do split financeiro | Máquina de estado, regras versionadas e auditáveis | Flow + Apex + Custom Metadata Types + Shield (trilha) |
| Folha padronizada + boleto + custódia + split | Ingestão de arquivo, orquestração de pagamento, comando ao banco | OmniStudio DataRaptor/IP + MuleSoft + Flow/Apex |
| Credenciamento de estabelecimentos | Cadastro, workflow de aprovação, base unificada | Service Cloud (gestão de casos) + Flow Orchestration + Aprovações |
| Onboarding e acesso das facilitadoras por API | API gateway, segurança, rate-limit, visibilidade restrita | MuleSoft Anypoint (API Management) |
| Monitoramento e detecção de anomalias | Ingestão de transações, analytics, alertas | CDP Oracle on-prem (primário) + Tableau / CRM Analytics + Agentforce · Data Cloud opcional |
| Suporte informacional e transacional | Agente via WhatsApp / web chat para dúvidas e status | Agentforce (Service) + Digital Channels |
| Notificação de crédito ao trabalhador | Evento de folha → notificação na CTPS Digital | MuleSoft + Mensageria (reuso do "serviço na ponta") |
| Integração com Novo PAT (imaturo) | Consumo de API + mock para não travar homologação | MuleSoft (mocking / API-led) |
| Autenticação de beneficiária/estabelecimento | Login GOV.BR + procuração digital (empresas do CNPJ) | Experience Cloud SSO (OpenID Connect / GOV.BR) |
| Residência nacional de dados | Nuvem no Brasil + guarda on-premise do dado crítico | Hyperforce Brasil + Oracle on-prem (padrão Dataprev) |
3.2.1 Racional de escolha, produto a produto Por que este produto e não outro
Cada produto foi escolhido de forma individual, pela aderência à necessidade real do PAT, e não porque vem "junto no pacote". Abaixo, para cada peça: o papel no programa e por que ela foi escolhida.
| Produto Salesforce | Papel no PAT | Por que este produto |
|---|---|---|
| Salesforce Platform objetos, Flow, Apex | Modelo de dados do programa (cotação, proposta, contrato, estabelecimento, credenciamento) e automação de processos. | Dá controle total do modelo de dados, condição para a estratégia híbrida on-prem e para o leilão, que não é um objeto nativo de nenhuma indústria. Skills de core Salesforce são abundantes, o que protege o prazo. |
| Service Cloud | Gestão de casos de credenciamento (aprovar, pedir dados, descredenciar) e de fiscalização (anomalias viram casos rastreáveis). | Credenciamento e fiscalização são, na essência, casos com ciclo de vida, fila e SLA, exatamente o que o Service Cloud faz de forma nativa, com console, filas e histórico auditável. |
| Experience Cloud | Portais autenticados da beneficiária e do estabelecimento, com login GOV.BR. | Portais externos com SSO (OpenID Connect / GOV.BR) e componentes reutilizáveis, integrados ao mesmo modelo de dados. LWR entrega performance para volume público. |
| OmniStudio licenciável à parte | Wizards guiados de cotação e de intake de credenciamento; tratamento de arquivos de folha (DataRaptor / Integration Procedures). | Acelera jornadas com ramificação em low-code, encurtando a entrega dentro do prazo de set/nov. Usado como acelerador opcional, não como dependência do bundle. |
| Flow + Apex + Custom Metadata | Máquina de estado do leilão/credenciamento e o motor de regras do split (percentuais MTE × facilitadora) e das elegibilidades. | Motor de regras nativo da Plataforma: declarativo (Flow), com parâmetros versionados em Custom Metadata (deploy rastreável) e Apex só onde o cálculo exige. Auditável via Shield. Atende ao "a lógica fica na plataforma do MTE" sem depender de Industries. |
| MuleSoft | Barramento único de integração (Novo PAT, GOV.BR, banco, eSocial, facilitadoras) + API management + mocking. | Único componente que transforma o maior risco (APIs imaturas) em plano: mock nativo, API-led e Runtime Fabric on-prem para o dado sensível. Ver seção 3.4. |
| Data Cloud opcional | Base analítica de transações para o monitoramento. | Ingestão e unificação em escala quando houver necessidade de ativação/segmentação nativa. |
| Tableau / CRM Analytics | Painéis de gestão e fiscalização para o MTE. | Dá ao Ministério a visibilidade de mercado que ele nunca teve (taxas, contratos, transações, anomalias). |
| Agentforce | Atendimento nos canais (WhatsApp/web) e copiloto de fiscalização. | Pedido explícito do cliente na reunião; forte em linguagem natural e triagem, sempre com humano no loop. |
| Shield | Trilha de auditoria imutável das operações, sobretudo financeiras. | Programa sob escrutínio jurídico e político exige event monitoring e criptografia de campo comprováveis. |
| Hyperforce Brasil | Residência nacional em nuvem da camada de processo/metadados. | Residência de dados no Brasil (AWS SP), confirmada como viável na reunião; complementa a guarda on-prem do dado crítico. |
3.3 Como resolver, módulo a módulo Detalhe técnico
1 Marketplace de Cotação (leilão)
Experience Cloud entrega os portais da beneficiária e do estabelecimento com login GOV.BR. OmniStudio (OmniScript + FlexCards) monta o fluxo guiado de cotação e a comparação de propostas. A cotação é um custom object da Salesforce Platform com máquina de estado em Flow, e as facilitadoras interagem via API (não portal), consumindo e respondendo por MuleSoft.
2 Financeiro (folha, custódia, split)
Upload de folha em layout único tratado por DataRaptor / Integration Procedures. O motor de regras nativo (Flow + Apex, com percentuais em Custom Metadata Types) guarda a regra de split (percentual MTE x facilitadora), atendendo o requisito de que "a lógica fica na plataforma do MTE". MuleSoft comanda o banco público (custódia, boleto Bolex/Pix, split) e o Shield garante a trilha de auditoria financeira.
3 Credenciamento de Estabelecimentos
Caso de uso de gestão de casos no Service Cloud com Flow Orchestration: pré-cadastro via GOV.BR (status "pendente"), verificações automáticas (CNPJ ativo, CNAE compatível, situação fiscal) por MuleSoft, e workflow em que a facilitadora aprova, pede dados ou descredencia por API. Gera a base nacional unificada que hoje não existe.
4 Monitoramento (a posteriori)
Data Cloud ingere as transações enviadas pelas facilitadoras. Tableau / CRM Analytics gera painéis para o MTE (volumes, valores atípicos, estabelecimentos suspeitos). Agentforce atua como analista de fiscalização: detecta padrões anômalos (venda de madrugada, item fora do rol) e abre casos automaticamente.
+ Notificação ao Trabalhador (CTPS Digital)
O processamento da folha dispara um evento que, via MuleSoft, alimenta a notificação de previsão de crédito na CTPS Digital, reaproveitando a mensageria já operada pela Dataprev com a Salesforce. Modelo "estilo FGTS": só aviso de crédito, sem gestão de saldo.
3.4 A camada que decide o prazo: MuleSoft Caminho crítico
O maior risco da reunião foi a imaturidade das APIs, sobretudo o Novo PAT ("alto risco", "vamos ter que trabalhar com mock"). MuleSoft transforma esse risco em plano.
🧪 Mocking nativo
O Anypoint permite publicar contratos de API (specs) e servir mocks funcionais imediatamente. Times constroem contra o mock enquanto o Novo PAT real é finalizado, exatamente a estratégia acordada para o marco de setembro.
🔗 API-led connectivity
Camadas System, Process e Experience isolam cada integração (Novo PAT, GOV.BR, GERID, eSocial/Extrato, banco público, CNIS PJ/PF, SDC). Trocar o mock pela API real não impacta o resto da solução.
🚪 API Management para facilitadoras
Gateway com autenticação, rate-limiting e políticas de visibilidade: cada facilitadora só enxerga contratos e empregados das beneficiárias com quem fechou, resolvendo o controle de acesso levantado pelo Nelson.
🏠 Runtime híbrido
MuleSoft roda em nuvem (CloudHub) ou on-premise (Runtime Fabric), permitindo que o broker do dado sensível fique dentro do data center Dataprev quando necessário.
3.5 Onde a IA cabe (e onde não cabe) Prelúdio da Parte 5
Nem tudo é caso de agente. O princípio que separa IA de execução: Agentforce onde há linguagem natural, julgamento assistido e volume de atendimento; automação determinística (Flow, Apex, MuleSoft) onde há regra fixa, transação financeira e conformidade legal; analytics (Data Cloud, Tableau) onde há padrão a detectar para um humano decidir.
3.6 Residência de dados: como endereçar o "maior desafio técnico" Restrição
Rafael classificou a arquitetura de dados como o maior desafio, "não pela complexidade, mas por decidir como será". A Salesforce tem caminho comprovado, inclusive já vivido no "serviço na ponta".
| Camada de dado | Onde reside | Racional |
|---|---|---|
| Processo, metadados, regras, casos | Hyperforce Brasil (AWS SP) | Residência nacional em nuvem, confirmada pelo próprio Nelson na reunião |
| Dado ultrassensível bruto (CPF, transações) | Oracle on-premise (data center Dataprev) | Padrão já adotado no serviço na ponta (CDP Oracle) |
| Broker de integração do dado sensível | MuleSoft Runtime Fabric on-prem | Mantém o tráfego crítico dentro do perímetro Dataprev |
| Analytics de monitoramento | CDP Oracle on-premise (reuso) · Data Cloud opcional para ativação/segmentação | Analisa padrões sem duplicar CDP nem expor identificadores diretos (ver decisão 6) |
🎯 Síntese técnica da Parte 3
A solução se apoia em produtos Salesforce individualizados: Salesforce Platform + Service Cloud como núcleo (modelo de dados, casos de credenciamento e fiscalização, motor de regras nativo em Flow/Apex/Custom Metadata), Experience Cloud (portais), OmniStudio (wizards low-code), MuleSoft (integração, mock e API management, o caminho crítico do prazo), Data Cloud + Tableau (monitoramento) e Agentforce (suporte e fiscalização assistida), tudo sobre Hyperforce Brasil com guarda on-premise do dado crítico. Em vez do bundle Public Sector Solutions, cada produto entra pela aderência ao caso, o que reduz custo e risco de execução dentro dos marcos de setembro e novembro.
4.1 Princípios que guiam a arquitetura Drivers
Além da soberania de dados e do desacoplamento de integração já estabelecidos como tese técnica na Parte 3 (seção 3.1), o desenho responde a duas forças adicionais que definem o dimensionamento e o cronograma.
⏱️ Prazo agressivo
Homologação em set/2026 e produção em nov/2026 exigem baixo código (OmniStudio, Flow) e mock de integrações desde o dia 1.
📈 Escala
450 mil beneficiárias, 800 mil estabelecimentos e 600-700 facilitadoras operando majoritariamente por API.
4.2 Diagrama de arquitetura macro (interativo) Visão animada
Diagrama navegável no estilo de ferramenta de arquitetura. Selecione um fluxo para ver os dados percorrerem a plataforma em tempo real, com os componentes envolvidos em destaque. Passe o mouse nos nós e use o zoom para explorar.
- CDP de Monitoramento passa a reusar o Oracle CDP on-prem; Data Cloud fica opcional, para evitar CDP duplicado. (decisão 6)
- Marketplace / leilão em OmniStudio + LWC, com o motor de leilão em MuleSoft para suportar escala e concorrência. (decisões 2 e 4)
- MuleSoft permanece como barramento, mas o reuso do WSO2 existente entra na pauta do discovery. (decisão 5)
- Residência híbrida (nuvem nacional + on-premise) e o motor de regras nativo (Flow + Apex + Custom Metadata) para o split financeiro mantidos como decisões de alta confiança.
4.2.1 Entendimento de cada bloco da arquitetura Glossário técnico
O que é cada componente do diagrama, o que ele faz e por que ele existe nesta solução do PAT. Organizado pelas mesmas raias (swimlanes) do desenho.
Raia 1 Canais & Experiência
A porta de entrada de cada ator. É onde as pessoas interagem; nenhum dado sensível é processado aqui, apenas capturado ou exibido.
| Bloco | O que é | Papel na solução do PAT |
|---|---|---|
| 🏢 Portal Beneficiária | Site autenticado (Experience Cloud) com login GOV.BR. | Empresa cria cotações, compara propostas e envia a folha. Usa procuração digital para representar o CNPJ. |
| 🛒 Portal Estabelecimento | Site autenticado via GOV.BR. | Supermercado/restaurante faz o pré-cadastro para poder ser credenciado pelas facilitadoras. |
| 💬 WhatsApp / Web chat | Canal conversacional servido pelo Agentforce. | Suporte informacional e transacional (dúvidas do programa, status de cotação/folha) sem precisar acessar o portal. |
| 📊 Painel MTE | Dashboards em Tableau / CRM Analytics. | Dá ao Ministério a visibilidade de mercado que ele nunca teve: taxas, contratos, transações, fiscalização. |
| 📱 CTPS Digital | App oficial do trabalhador (Dataprev). | Recebe a notificação de previsão de crédito, no modelo "estilo FGTS". Só aviso, sem gestão de saldo. |
Raia 2 Aplicação Salesforce (Salesforce Platform + Service Cloud)
O coração funcional do programa, montado com produtos Salesforce individualizados sobre a Plataforma, rodando na nuvem nacional (Hyperforce Brasil).
| Bloco | O que é | Papel na solução do PAT |
|---|---|---|
| ⚖️ Marketplace / Leilão | Módulo de cotação construído com OmniStudio. | Recebe a necessidade da beneficiária e a competição de propostas padronizadas das facilitadoras (a dinâmica de leilão). |
| 🏪 Credenciamento | Gestão de casos no Service Cloud + Flow Orchestration + Aprovações. | Cria a base nacional unificada de estabelecimentos e o workflow de aprovação/descredenciamento pela facilitadora. |
| 💰 Financeiro | Orquestração de folha, boleto e split. | Processa a folha em layout único, gera o boleto e coordena o repasse (custódia + split). |
| 🛡️ Monitoramento / Casos | Gestão de casos de fiscalização. | Transforma anomalias detectadas em casos rastreáveis para o MTE agir a posteriori. |
| 🤖 Agentforce (Atlas) | Motor de agentes de IA da Salesforce. | Atende nos canais e atua como copiloto de fiscalização, triando anomalias. Sempre com humano no loop nas decisões. |
Raia 2b Regras & Automação
A camada que garante que tudo aconteça de forma exata, versionada e auditável. É aqui que mora a conformidade legal.
| Bloco | O que é | Papel na solução do PAT |
|---|---|---|
| 🧮 Motor de regras (Flow + Apex) | Regras nativas da Plataforma, com parâmetros versionados em Custom Metadata Types. | Guarda a regra do split (percentual MTE × facilitadora) e as elegibilidades. Atende ao requisito de que "a lógica fica na plataforma do MTE", sem depender do licenciamento Industries (BRE fica como upgrade opcional). |
| 🔀 Flow · máquina de estado | Automação de processos da Salesforce. | Controla os ciclos de vida: estados do leilão, do credenciamento e do processamento da folha. |
| 🧩 OmniStudio | Ferramenta low-code (DataRaptor, Integration Procedures, OmniScript). | Monta as telas guiadas e trata os arquivos de folha. Acelera a entrega dentro do prazo apertado. |
| 🔏 Shield | Camada de segurança e auditoria. | Trilha de auditoria imutável das operações financeiras, essencial num programa sob escrutínio. |
Raia 3 Camada de Dados
Onde a informação repousa. É aqui que a fronteira de residência de dados é respeitada.
| Bloco | O que é | Papel na solução do PAT |
|---|---|---|
| 🗄️ CDP de Monitoramento | Base analítica de transações. Decisão: reusar o CDP Oracle on-prem; Data Cloud apenas se houver necessidade de ativação/segmentação nativa (evita CDP duplicado). | Ingere as transações das facilitadoras (tokenizadas) e alimenta o monitoramento e a detecção de anomalias. (ver decisão 6) |
| 📦 Objetos da Plataforma | Modelo de dados transacional em custom objects da Salesforce Platform. | Armazena cotações, contratos e credenciamentos, os registros operacionais do dia a dia. |
| 🔐 Oracle on-premise | Banco no data center da Dataprev. | Guarda o dado ultrassensível bruto (CPF, transações). Fica fora da nuvem por exigência de soberania. Padrão já usado no "serviço na ponta". |
Raia 4 Integração (MuleSoft Anypoint)
O barramento único que conecta a plataforma a todos os sistemas externos. É o componente que determina o prazo do projeto.
| Função | O que é | Papel na solução do PAT |
|---|---|---|
| 🔌 API Gateway | Porta de entrada gerenciada de APIs. Decisão: avaliar no discovery o reuso do WSO2 já existente na Dataprev antes de padronizar tudo no MuleSoft. | Autentica, limita taxa e controla a visibilidade: cada facilitadora só enxerga os dados dos contratos que fechou. (ver decisão 5) |
| 🔗 API-led (System / Process / Experience) | Padrão de camadas de integração. | Isola cada integração; trocar um mock pela API real não afeta o resto da solução. |
| 🧪 Mocking | Simulação de APIs ainda inexistentes. | Permite construir contra o Novo PAT simulado até ele ficar pronto. Destrava o marco de setembro. |
| 🏠 Runtime Fabric on-prem | Motor MuleSoft rodando no data center Dataprev. | Mantém o tráfego do dado sensível dentro do perímetro on-premise. |
Raia 5 Sistemas & Parceiros externos
Sistemas que a plataforma consome ou alimenta, mas que não são construídos por nós.
| Bloco | O que é | Papel na solução do PAT |
|---|---|---|
| 🏛️ Novo PAT (MTE) | Sistema de adesão do Ministério (feito pela DTI do MTE). | Fonte da verdade sobre quem está ativo. Integração crítica e imatura (por isso o mock). |
| 🔑 GOV.BR / GERID | Identidade digital: GOV.BR (prata/ouro) para beneficiárias e trabalhadores; GERID para os usuários do MTE. | Autentica beneficiárias e estabelecimentos, fornece a procuração digital (empresas por CPF) e o login do MTE. |
| 🏦 Banco público | Banco parceiro (ex.: Banco do Brasil). | Opera a conta custódia, o boleto (Bolex/Pix) e executa o split sob comando da plataforma. |
| 📄 eSocial | Base de vínculos trabalhistas do governo. | Permite ao MTE bater a folha declarada contra os dados oficiais dos empregados. |
| 🏢 Facilitadoras (600-700) | Operadoras de VA/VR (Alelo, VR, Pluxee, Ticket, Caju...). | Enviam propostas, processam folha, credenciam estabelecimentos e reportam transações, tudo via API. |
| 🗃️ CNIS PJ/PF · SDC | Fontes de dados sociais e corporativos da Dataprev (CNIS = Cadastro Nacional de Informações Sociais). | Enriquecem e validam cadastros com dados de empregadores (PJ), trabalhadores (PF) e dados estruturados de UF/municípios (SDC). |
4.2.2 Revisão crítica das decisões de arquitetura Cada escolha sob escrutínio
Nenhuma escolha tecnológica é óbvia. Aqui cada bloco do diagrama é desafiado: o que foi proposto, quais as alternativas, o trade-off e o veredito de BSA. Esta seção refina (e em alguns pontos ajusta) o desenho inicial à luz do contexto real da Dataprev.
Núcleo em Salesforce Platform (custom objects + Flow + Apex) + Service Cloud (casos de credenciamento e fiscalização), somando produtos individuais onde agregam.
Bundle PSS (Licensing, Permitting & Inspections, BRE, Action Plans); plataforma 100% custom (Heroku).
PSS entregaria credenciamento "empacotado", mas traz licenciamento Industries e objetos gerenciados que o PAT não usa por inteiro; e o leilão não é padrão nativo de PSS. Produtos individuais exigem modelar o domínio, porém dão controle total.
Compor produtos individualizados (Platform + Service Cloud + Experience Cloud + …). Aderência maior ao caso, custo proporcional ao uso e liberdade para a arquitetura híbrida de dados. PSS fica como caminho alternativo caso o cliente já tenha a suite.
OmniStudio (OmniScript + FlexCards) para as jornadas de cotação e credenciamento.
Flow (Screen Flow) para processos simples; LWC para UX sob medida e alta performance.
OmniStudio acelera wizards com ramificação (agora on Core / LWC / LWR), mas exige licença Industries e skill específico.
OmniStudio nos wizards + FlexCards; Flow na automação; LWC nos pontos públicos críticos de performance.
Experience Cloud (LWR) para portais autenticados de beneficiária e estabelecimento.
Portal custom em Heroku; arquitetura headless; app do GOV.BR como front.
São 450 mil beneficiárias e 800 mil estabelecimentos. O modelo de licença de usuário externo e a escala precisam de dimensionamento cuidadoso.
Experience Cloud LWR, mas validar modelo de licenciamento (login-based) e considerar Heroku para volumes extremos e baixo toque.
Leilão orquestrado dentro do Salesforce (objetos + regras).
Motor de leilão em MuleSoft/Heroku, com Salesforce como sistema de engajamento e registro.
Centenas de milhares de cotações e 600-700 facilitadoras em polling por API podem esbarrar em limites de plataforma.
Orquestração de alta vazão em MuleSoft/Heroku; Salesforce guarda estado, experiência e regras. Evita gargalo de governor limits.
MuleSoft Anypoint como barramento único (API management + mocking).
Reuso do WSO2, citado pela própria Dataprev na reunião; ESB existente do órgão.
MuleSoft acelera o lado Salesforce e o mock do Novo PAT, mas somar mais uma camada de integração pode duplicar custo e governança.
MuleSoft onde a aceleração Salesforce e o mock são críticos; avaliar reuso do WSO2 para integrações internas de governo. Transcrição 01:10:55
Data Cloud para ingestão de transações e base analítica.
Reuso do CDP Oracle on-premise que a Dataprev já implantou no "serviço na ponta".
Dado sensível não pode ir para nuvem externa, e manter dois CDPs gera custo e complexidade. Risco real de duplicidade.
Reusar o CDP Oracle on-prem para o dado sensível; Data Cloud só se houver necessidade de ativação/segmentação nativa. Não duplicar CDP. Transcrição 01:16:52
Agentforce atuando no monitoramento e na fiscalização.
Detecção por regras determinísticas + modelos de ML (Einstein / Data Cloud), com agente só na triagem.
Agente é fraco como detector estatístico puro; forte como copiloto que explica e prioriza casos.
Detecção por regra/ML; Agentforce como copiloto de fiscalização (triagem, explicação, minuta). Humano no loop.
Motor de regras nativo da Plataforma: Flow para o decisionamento, Apex para o cálculo e Custom Metadata Types para os parâmetros versionados (split, tetos, elegibilidades). O banco só executa.
Business Rules Engine (BRE) do bundle Industries/PSS; regra embutida no banco público.
BRE é um motor declarativo excelente, mas depende de licenciamento Industries. Flow + Apex + Custom Metadata é declarativo, versionável (deploy rastreável) e auditável via Shield, sem essa dependência.
Motor nativo (Flow + Apex + Custom Metadata); atende ao requisito "a lógica fica na plataforma do MTE". BRE como upgrade opcional se a suite Industries for adotada. Transcrição 00:46:32
Nuvem nacional (Hyperforce Brasil) + dado sensível on-premise.
Tudo on-premise; tudo em nuvem (inviável por soberania).
Híbrido adiciona complexidade de arquitetura, mas é a única opção compatível com a governança da Dataprev.
Manter. Padrão já validado pela Dataprev no serviço na ponta. Transcrição 01:17:39
Tableau para os painéis de gestão e fiscalização do MTE.
CRM Analytics (nativo da Plataforma); dashboards do próprio Data/BI da Dataprev.
Tableau é mais rico para visualização de governo; CRMA é mais nativo e barato de embarcar.
Definir por necessidade de riqueza visual vs nativo; decisão de baixo risco, adiável para o discovery.
4.3 Fluxos de referência End-to-end
Fluxo A · Cotação e contratação (leilão)
Fluxo B · Financeiro (folha, custódia, split)
Fluxo C · Monitoramento (a posteriori)
4.4 Zonas de residência de dados Conformidade
As duas zonas aparecem explicitamente no diagrama (4.2): ☁ nuvem nacional (Hyperforce Brasil) para processo, regras, casos e analytics tokenizado, e 🏢 on-premise (Oracle no data center Dataprev) para o CPF e o dado bruto sensível, com o broker MuleSoft Runtime Fabric mantendo o tráfego crítico dentro do perímetro. O mapeamento camada a camada (com o racional de cada uma) já está detalhado na seção 3.6; o ponto de conformidade aqui é que essa separação física é o que resolve o "maior desafio técnico" da reunião sem violar a soberania de dados.
4.5 Premissas e pontos a validar em projeto Assunções
Premissas assumidas
- Novo PAT exporá APIs consumíveis, com mock até a versão real
- Banco público (BB) oferece custódia + split + Bolex/Pix
- GOV.BR fornece procuração digital (empresas por CPF)
- Facilitadoras se adaptam por obrigação regulatória
A validar em descoberta
- Swagger e maturidade de cada integração
- Volume real de cotações e transações (dimensionamento)
- Modelo exato do split e taxa do MTE
- Escopo de tokenização x guarda on-premise
🎯 Síntese da arquitetura
Seis camadas, duas zonas de residência. O núcleo é Salesforce Platform + Service Cloud (produtos individualizados) sobre Hyperforce Brasil, com MuleSoft como barramento único (o que viabiliza mock e desacoplamento), CDP de monitoramento (Oracle on-prem, Data Cloud opcional) + Tableau para governança e Agentforce nos canais e na fiscalização. O dado crítico permanece on-premise, replicando um padrão que a Dataprev já opera. É uma arquitetura desenhada para caber no prazo sem comprometer soberania.
5.1 Critério de decisão: quando usar agente Regra
A escolha entre Agentforce e automação determinística não é preferência, é adequação. O critério orienta todo o catálogo abaixo.
🤖 Agentforce
Linguagem natural, dúvida aberta, julgamento assistido, alto volume de atendimento, triagem. Tolera resposta probabilística com humano no loop.
⚙️ Determinístico
Regra fixa, transação financeira, máquina de estado, conformidade legal. Exige resultado exato e auditável. Flow, Apex, MuleSoft.
📊 Analytics
Visão agregada, tendência, detecção de padrão para humano decidir. Tableau / Data Cloud. Alimenta o agente, não o substitui.
5.2 Casos de uso COM Agentforce IA generativa + ação
Onde o agente cria valor real. O item UC-01 foi pedido explicitamente na reunião por Rafael Roquette (suporte via WhatsApp/web chat, informacional e transacional).
Tira dúvidas do programa, regras, taxas e prazos para beneficiária, estabelecimento e facilitadora, via WhatsApp ou web chat.
"Como está minha cotação?", "Minha folha foi processada?", "Quando cai meu repasse?" com resposta contextual e ação (reenvio, 2ª via boleto).
Resume casos de anomalia, explica por que uma transação é suspeita, sugere priorização e minuta de notificação administrativa.
Orienta o estabelecimento sobre documentos exigidos, valida completude e explica o status ("pendente", "em análise pela facilitadora").
Guia a integração por API, aponta contratos/specs, testa conectividade e responde dúvidas técnicas de integração.
Responde dúvidas sobre a previsão de crédito ("por que ainda não recebi?", "qual empresa/facilitadora?").
5.3 Casos de uso SEM Agentforce Determinístico / Analytics
O núcleo transacional e de conformidade. Aqui o agente não cabe: exige resultado exato, auditável e legalmente defensável.
Beneficiária cria e publica a necessidade; máquina de estado controla o ciclo do leilão.
Flow + Apex calculam o percentual (MTE x facilitadora), com parâmetros em Custom Metadata, e MuleSoft comanda o banco custódia. Trilha via Shield.
Upload em layout único, parsing e roteamento por contrato à facilitadora; geração de boleto (Bolex/Pix).
Pré-cadastro GOV.BR, verificações (CNPJ, CNAE, fiscal) e workflow de aprovação/descredenciamento pela facilitadora via API.
Checa se beneficiária/facilitadora estão ativas antes de operar no marketplace.
Evento de folha dispara aviso de previsão de crédito ao trabalhador. Sem gestão de saldo.
CDP Oracle on-prem recebe as transações (tokenizadas) e roda regras de anomalia (horário, valor, item fora do rol). Data Cloud opcional para ativação/segmentação nativa.
Volumes, taxas de mercado, contratos, estabelecimentos, indicadores de fiscalização.
5.4 Jornadas end-to-end personificadas Interativo
Cada ator citado pela Dataprev virou uma persona com sua jornada completa: o que a pessoa vive de um lado, o que o sistema faz do outro. Escolha uma persona e clique em cada passo para ver o detalhe (quem faz o quê, qual caso de uso e quais componentes Salesforce entram).
Entra no portal e escolhe a empresa que representa, usando a procuração digital do GOV.BR.
O Experience Cloud autentica via GOV.BR (prata/ouro) e o MuleSoft valida se a empresa tem adesão ativa no Novo PAT.
Preenche um formulário guiado: nº de funcionários, valor, VA/VR/misto, UF e vigência.
O OmniStudio conduz o wizard e publica a necessidade no marketplace; a máquina de estado abre o leilão.
Sem sair da tela, pergunta no chat: "Que valor devo colocar? Qual a diferença de VA e VR?"
O Agentforce responde em linguagem natural com as regras do PAT (atendimento informacional).
Vê as propostas das facilitadoras lado a lado, padronizadas e fáceis de comparar.
O marketplace coleta as respostas enviadas por API pelas facilitadoras e normaliza tudo (dinâmica de leilão).
Recebe no WhatsApp: "Chegaram 3 propostas para a sua cotação", sem precisar entrar no portal.
O agente transacional consulta o status e avisa de forma proativa.
Assina o Termo de Aceitação (checkbox) na plataforma e confirma a proposta escolhida.
Cotação__c muda para "Contratada"; CTR-xxxxxx (Contrato__c) é criado; Canais de Contratação são exibidos para formalização bilateral.
Sobe a folha uma única vez, num layout padronizado (nada de um formato por facilitadora).
DataRaptor e Integration Procedures fazem o parsing e roteiam à facilitadora; o boleto é gerado (Bolex/Pix).
Paga o boleto e acompanha o repasse; pode perguntar "quando cai?" pelo chat.
O pagamento cai na conta custódia, o motor de regras (Flow + Apex) calcula o split e o Shield registra a trilha de auditoria.
A equipe técnica pergunta a um assistente sobre endpoints, autenticação e specs da API.
O agente de onboarding aponta contratos/specs, testa a conectividade e tira dúvidas técnicas.
O sistema da facilitadora busca as cotações compatíveis com o seu perfil.
O API Gateway libera apenas os dados dos contratos que lhe cabem (visibilidade restrita por facilitadora).
Responde as cotações automaticamente e em escala.
A proposta padronizada entra no leilão via API e fica comparável para a beneficiária.
Recebe a folha roteada e devolve o boleto.
A integração processa e retorna via API; a padronização substitui o layout próprio de cada facilitadora.
Aprova, pede dados ou descredencia estabelecimentos.
O workflow de credenciamento (Service Cloud) é exposto por API e alimenta a base nacional unificada.
Envia as transações: estabelecimento, valor, data/hora e CPF.
A ingestão no CDP de monitoramento (tokenizado) alimenta a detecção de anomalias do MTE.
Entra com o GOV.BR e faz o pré-cadastro do mercado na plataforma.
O Experience Cloud cria o registro "pendente" na base nacional unificada de estabelecimentos.
"Quais documentos eu preciso? Por que está pendente?" pergunta pelo chat.
O agente orienta os documentos exigidos, valida a completude e explica o status.
Aguarda a facilitadora analisar o pedido de credenciamento.
A facilitadora consulta e aprova por API, com verificações de CNPJ, CNAE e situação fiscal.
Recebe o aviso de que está ativo e já pode aceitar os cartões.
A máquina de estado muda o credenciamento para "ativo".
Passa qualquer cartão de VA/VR na maquininha, graças à interoperabilidade.
A transação flui e é reportada ao monitoramento do programa.
Recebe em até 15 dias, com taxa limitada a 3,6% (as novas regras do Decreto).
O fluxo financeiro reflete os tetos e prazos do Decreto 12.712/2025.
Recebe na CTPS Digital: "Seu crédito de alimentação está previsto para o dia X."
Um evento da folha dispara a notificação (modelo estilo FGTS), sem gestão de saldo.
"Por que ainda não recebi? Qual empresa e facilitadora?" pergunta no app.
O agente responde com base no status (fase posterior; reuso da mensageria já operada pela Dataprev).
Compra no mercado credenciado com o cartão, em qualquer maquininha.
A interoperabilidade garante a aceitação universal dos cartões.
Usa com a segurança de que o valor é exclusivo para alimentação.
O monitoramento detecta desvios a posteriori (enforcement da lei), sem bloquear a sua compra.
Vê volumes, taxas praticadas, contratos e a rede de estabelecimentos, dados que o MTE nunca teve.
O Tableau / CRM Analytics materializa a visibilidade de mercado.
Recebe um alerta de padrão suspeito: venda de madrugada, valor atípico, item fora do rol.
Regras e ML sobre o CDP de monitoramento sinalizam a anomalia (detecção determinística, não IA generativa).
Lê um resumo pronto: por que é suspeito, a prioridade sugerida e uma minuta de notificação.
O Agentforce tria, explica e prioriza. A decisão continua com o humano.
Analisa, decide e emite a notificação administrativa.
O caso de fiscalização fica registrado e rastreável (a posteriori, sem bloquear a venda).
Acompanha a resolução e o efeito no mercado pelo painel.
O ciclo alimenta os indicadores de fiscalização e gestão do programa.
5.5 Catálogo consolidado de casos de uso Base da priorização
Este catálogo alimenta diretamente a Parte 6 (quick wins × complexidade e KPIs).
| ID | Caso de uso | Persona | Tipo | Módulo |
|---|---|---|---|---|
| UC-01 | Agente informacional do PAT | Benef/Estab/Facil | Agentforce | Transversal |
| UC-02 | Agente transacional de status | Beneficiária | Agentforce | Marketplace/Financeiro |
| UC-03 | Copiloto de fiscalização | MTE | Agentforce | Monitoramento |
| UC-04 | Assistente de credenciamento | Estabelecimento | Agentforce | Credenciamento |
| UC-05 | Onboarding da facilitadora | Facilitadora | Agentforce | Transversal |
| UC-06 | Apoio ao trabalhador | Trabalhador | Agentforce | CTPS |
| UC-07 | Publicação de cotação (leilão) | Beneficiária | Determinístico | Marketplace |
| UC-08 | Split e repasse financeiro | Sistema/MTE | Determinístico | Financeiro |
| UC-09 | Processamento de folha | Beneficiária | Determinístico | Financeiro |
| UC-10 | Credenciamento de estabelecimento | Estab/Facilitadora | Determinístico | Credenciamento |
| UC-11 | Validação de adesão (Novo PAT) | Sistema | Determinístico | Transversal |
| UC-12 | Notificação de crédito (CTPS) | Trabalhador | Determinístico | CTPS |
| UC-13 | Ingestão + detecção de anomalia | MTE | Analytics | Monitoramento |
| UC-14 | Painel de gestão do MTE | MTE | Analytics | Monitoramento |
🎯 Síntese da Parte 5
São 14 casos de uso: 6 com Agentforce (suporte e fiscalização assistida) e 8 determinísticos/analíticos (o núcleo transacional e de conformidade). O agente acompanha e orienta; o sistema executa e comprova. Nas jornadas, o toque de IA aparece nos pontos de dúvida e status, nunca na execução financeira. É esse recorte que permite ganhar percepção de inovação (UC-01, pedido do cliente) sem colocar em risco a conformidade legal do programa.
6.1 Matriz de priorização · Valor × Complexidade Quick wins
Os 14 casos de uso da Parte 5 plotados por valor de negócio (vertical) e complexidade técnica (horizontal), no estilo de um quadrante mágico. Cada bolha é um caso de uso, com o nome fixo ao lado; a cor indica o tipo.
Quick WinsAlto valor · baixa complexidade · fazer primeiro
Apostas EstratégicasAlto valor · alta complexidade · núcleo
IncrementaisValor médio · baixa complexidade
Fase 2 / DependentesDependem de base pronta6.2 Sequenciamento por ondas (ancorado aos marcos) Roadmap
As ondas respeitam os dois marcos inegociáveis da reunião: homologação em set/2026 e produção completa em 15/nov/2026.
Onda 1 · Marco de Homologação
até fim de setembro/2026Cotação/contratação (leilão) homologado + integração com Novo PAT (com mock). Quick wins de percepção em paralelo.
Onda 2 · Marco de Produção
até 15/novembro/2026Módulo financeiro completo, credenciamento e notificação ao trabalhador. Fecha o escopo comprometido.
Onda 3 · Evolução pós go-live
a partir de dez/2026Inteligência de fiscalização e experiência ampliada, quando a base de transações já existe.
6.3 KPIs por caso de uso Medição
| UC | Caso de uso | KPI primário | Direção / meta |
|---|---|---|---|
| UC-01 | Agente informacional | Taxa de autoatendimento (deflection) · CSAT | >60% resolvido sem humano |
| UC-02 | Status transacional | % consultas resolvidas sem acessar o portal | >50% · resposta <10s |
| UC-03 | Copiloto fiscalização | Tempo de triagem de anomalia · nº fiscalizações geradas | Reduzir tempo · aumentar cobertura |
| UC-04 | Assist. credenciamento | % cadastros completos na 1ª tentativa | >80% |
| UC-05 | Onboarding facilitadora | Tempo médio de integração por API | Reduzir dias · menos tickets |
| UC-06 | Apoio ao trabalhador | CSAT · deflection na CTPS | Alta satisfação |
| UC-07 | Cotação/leilão | Nº propostas por cotação (concorrência) | >3 propostas/cotação |
| UC-08 | Split financeiro | % splits corretos · prazo de repasse | 100% corretos · ≤15 dias |
| UC-09 | Processamento de folha | % folhas em layout único · erros | 100% padronizado · erros ~0 |
| UC-10 | Credenciamento | Estabelecimentos na base unificada · tempo | Crescer base · reduzir tempo |
| UC-11 | Validação Novo PAT | Disponibilidade da validação | >99% · 0 operação irregular |
| UC-12 | Notificação CTPS | Tempo folha → notificação · entrega | <24h · alta taxa de entrega |
| UC-13 | Detecção de anomalia | Nº anomalias detectadas · falsos positivos | Aumentar detecção · reduzir ruído |
| UC-14 | Painel de gestão MTE | Adoção pelo MTE · indicadores disponíveis | Uso recorrente · cobertura total |
6.4 KPIs de programa (North Star) Sucesso do MTE
Indicadores que provam que o objetivo de política pública da Parte 2 foi atingido. São a medida final de sucesso para o cliente.
6.5 Escopo Salesforce: Estratégico × Professional Services Fecho BSA
🎯 Escopo estratégico (tecnologia)
- Salesforce Platform + Service Cloud (produtos individualizados) como núcleo do programa nacional
- MuleSoft como barramento e habilitador do prazo (mock + API management)
- Agentforce como diferencial de inovação pedido pelo cliente
- Data Cloud + Tableau para a governança que o MTE nunca teve
- Modelo replicável para outros ministérios (expansão de conta)
🛠️ Escopo de implementação (PS)
- Discovery com foco em contratos de API e residência de dados
- Onda 1: leilão + Novo PAT (mock) + quick wins de IA
- Onda 2: financeiro, credenciamento e notificação
- Onda 3: monitoramento inteligente e experiência ampliada
- Squad híbrido reaproveitando ativos do serviço na ponta
🎯 Síntese da Parte 6 · fecho do raciocínio
A priorização mostra que o núcleo pesado coincide com os marcos obrigatórios, então a estratégia vencedora é blindar essas apostas estratégicas com MuleSoft (mock) e, em paralelo, entregar quick wins de IA e visibilidade (UC-01, UC-14) que geram percepção de valor imediata. Os KPIs conectam cada caso de uso ao North Star do MTE: transparência, conformidade de taxa e prazo, base unificada e fiscalização efetiva. É assim que a Salesforce sai de fornecedora de tecnologia para parceira da governança de um mercado de R$ 150-200 bilhões.
📚 Fontes & Referências
Fonte primária
- Transcrição da reunião [DATAPREV+SALESFORCE] DPS/SUTF/DEBT, Apresentação de demanda e avaliação de aderência, 21/07/2026 (Notes by Gemini). Timestamps citados ao longo do documento.
Marco regulatório
- Decreto nº 12.712, de 11/11/2025, Presidência da República / Normas Legais (altera Decreto 10.854/2021).
- Lei nº 6.321/1976 (cria o PAT) e Lei nº 14.442/2022 (reforma).
- Cescon Barrieu, "PAT: o que mudou com o Decreto 12.712/2025?"
- GSGA, "Novo marco do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)".
- G1, "Vale-alimentação e refeição: novas regras e taxas entram em vigor" (12/02/2026).
Mercado e volumetria
- ABBT, Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (site institucional e Parecer Econômico).
- Poder360, "Análise Econômica da Interoperabilidade e Portabilidade no Mercado de Benefícios" (01/2026).
- Bloomberg Línea, "Gigantes do mercado de vale-refeição vão ao STF contra decreto do governo".
- Gov.br / SECOM, dados de cobertura do PAT por UF.
Tecnologia Salesforce
- Salesforce Hyperforce no Brasil (região AWS South America / São Paulo) e documentação de Data Residency.
- Hyperforce Summer '26 (18 países, cobertura de Data Cloud e Agentforce; PCI Hyperforce LACA SA East 1 Brazil).
- Produtos Salesforce individualizados: Salesforce Platform (custom objects, Flow, Apex, Custom Metadata Types), Service Cloud, Experience Cloud e OmniStudio. Public Sector Solutions e Business Rules Engine ficam como alternativa caso a suite Industries seja adotada.
- MuleSoft Anypoint Platform (API-led connectivity, API mocking, API Management, Runtime Fabric).