A Dataprev não está comprando nada neste papel. Ela está montando a lista de quem poderá ser chamado quando o trabalho existir.
Eu li a minuta como quem explica um mecanismo para um colega no café. Primeiro o que o documento faz. Depois, o que a demanda pede de uma tecnologia. Quando eu escrevo Salesforce neste material, estou falando da plataforma: o que atende, automatiza, liga sistemas e guarda o dado. Não estou falando da Salesforce como empresa se candidatando a integradora. Integrador é quem configura essa tecnologia, quando a Dataprev chamar.
Como eu organizei a conversa
Se você só tiver cinco minutos, leia a capa e Demandas e soluções: cada pedido da minuta virado em implementação com a plataforma. Depois, as jornadas em gente.
1 O que a minuta diz
O mecanismo, em analogia. Sem sigla na frente da ideia.
2 Por que agora
O que a própria Dataprev já publicou sobre capacidade, nuvem e automação.
3 A demanda na plataforma
O que a minuta pede, ao lado do que a tecnologia Salesforce faz.
4 Demandas e soluções
O que a minuta pede, o que implementar, com qual peça da tecnologia Salesforce.
5 Jornadas
Zezinho abre o portal, Helena analisa, Roberto puxa o trabalho, Lúcia entrega, Camila é atendida.
6 Onde a tecnologia entra
Catorze situações. Demanda da minuta, solução a implementar com a plataforma.
7 Por onde começar
O que faz sentido olhar agora, enquanto o texto ainda é minuta.
8 Como contar
Uma fala curta para alinhar o time, sem tom de disputa.
Em uma imagem
Pense num hospital que, em vez de abrir concurso toda vez que precisa de um especialista, monta uma lista de médicos por especialidade. Entrar na lista não é operar ninguém. Operar só acontece quando surge um paciente e o hospital chama quem está na lista daquela especialidade. A Dataprev é o hospital. Salesforce é a especialidade: o conjunto de instrumentos com os quais se opera. O médico é o integrador, a empresa que sabe usar esses instrumentos. Eu não li a Salesforce como o hospital, nem como o médico.
1. O que a minuta diz
Se eu pudesse apagar todas as siglas e contar o documento para alguém inteligente que nunca leu um edital, seria isto.
1.1 A Dataprev quer ajuda extra, sem perder o volante A ideia
A Dataprev entrega sistemas para o governo. Às vezes a fila de trabalho é maior do que o time interno dá conta. Em vez de contratar uma empresa do zero a cada fila, ela quer ter à mão empresas já conhecidas, já checadas, prontas para um chamado curto.
O papel deixa isso explícito em dois recados. Primeiro: a Dataprev continua dona da ideia, do desenho e da entrega para o cliente dela. Segundo: a empresa de fora só faz o pedaço que o chamado descrever. É a diferença entre pedir um prato na cozinha e entregar o restaurante.
1.2 Cinco palavras da minuta, sem a minuta Dicionário
Eu traduzi os nomes do documento para o português do dia a dia. Mais tarde eu coloco o nome Salesforce ao lado. Agora é só o mecanismo.
Fabricante
A marca da tecnologia sobre a qual o trabalho vai acontecer. Como “este chamado é de Salesforce”, ou de outra marca de nuvem, de dado, de automação. A empresa se inscreve para uma marca de cada vez. Passar em uma não garante a outra.
Integrador
A empresa que sabe colocar aquela marca para funcionar: instalar, ligar com outros sistemas, manter no ar, melhorar. Não é a Dataprev. Não precisa ser quem inventou a tecnologia. Precisa ser uma pessoa jurídica, sozinha. Consórcio não entra nessa lista.
Cadastro (o certificado)
O carimbo de “esta empresa foi checada para esta marca”. Vale até doze meses. Pode renovar. Pode cair se a empresa perder a condição de parceira da marca, se mentir documento, se for suspensa. Entrar na lista é de graça.
Contrato-mãe
Na minuta o nome é CMID. É o acordo das regras da casa, assinado depois do carimbo. Ainda não é trabalho. Ainda não tem preço. É o “se a gente trabalhar juntos, estas são as condições”. Sem esse acordo, a empresa não é chamada para o próximo passo.
Pedido de trabalho
Na minuta o nome é Ordem de Serviço. É o único papel que autoriza começar. Antes dele, ninguém fatura e ninguém executa. Cada pedido tem objeto, prazo, preço, qualidade esperada e responsável. Um pedido não cria direito ao próximo.
Escolha entre quem já está na lista
Na minuta o nome é Procedimento Seletivo Simplificado. Em vez de uma licitação longa, a Dataprev chama quem já tem carimbo naquela marca. Quase sempre compete por menor preço, menor prazo, ou os dois. Às vezes escolhe direto, quando não faz sentido competir (trabalho muito específico daquela marca, por exemplo).
1.3 O caminho, do e-mail ao trabalho O filme
Hoje o pedido de inscrição vai para um e-mail da Dataprev. A minuta admite que isso vire outro canal no futuro. O filme, mesmo assim, é este.
O que a empresa de fora pode ser chamada para fazer, pelos títulos dos anexos (os anexos em si não vieram neste PDF): dar orientação técnica, construir e implantar, e depois sustentar. Em português ainda mais simples: aconselhar, fazer, e manter funcionando. Sempre em volta de nuvem e de automação.
1.4 O que este PDF não traz Lacuna honesta
O arquivo tem 29 páginas do edital-mãe. Ele cita três anexos e não os inclui.
- A lista de marcas (o Anexo III) e o que se exige de quem se inscreve em cada uma. Sem essa lista, eu não sei se a tecnologia Salesforce já está entre as marcas para as quais a Dataprev vai chamar integradores.
- O detalhe de como a orientação, a construção e a sustentação acontecem no dia a dia.
- O texto do contrato-mãe.
Enquanto o texto for minuta, a Dataprev ainda pode incluir ou tirar marcas. Depois de publicar, quem discordar tem trinta dias corridos para falar. Eu marquei isso porque a leitura desta minuta, para a tecnologia, começa nessa lista. Não inventei o conteúdo dela.
O que ficou desta parte
A minuta cria uma lista por marca, um acordo de regras, e só então um pedido de trabalho. Não há garantia de demanda. Não há exclusividade. Não se pode ir ao mercado dizendo que isso é “parceria estratégica” com a Dataprev. A tecnologia Salesforce entra nesta história se a demanda (nuvem e automação) for feita nela. Quem a coloca para funcionar é o integrador, quando o pedido nascer.
2. Por que a Dataprev fez isso
Um mecanismo desses não nasce por gosto de papelada. A própria Dataprev já contou, em números e em notícia, a pressão que está sentindo.
2.1 Em linguagem de cozinha Contexto
Imagine um restaurante que precisa servir mais pratos, com o mesmo tamanho de cozinha, para clientes que estão pagando menos. A solução razoável é ter um grupo de cozinheiros extras já conhecidos, que entram no turno quando o salão enche, sem um processo de contratação de meses.
Isso é o que os números oficiais da Dataprev descrevem, se a gente tira o jargão financeiro:
Traduzindo: o governo aperta o preço, o time interno é caro, e a quantidade de trabalho em nuvem aumentou. Montar uma lista de empresas extras é uma resposta racional, não um capricho jurídico.
2.2 A tecnologia Salesforce já aparece na história que eles contam Fit
Eu não estou encaixando a plataforma à força. Em texto público, a Dataprev já ligou o contrato Salesforce à automação de processos e à ligação entre sistemas.
Nas contas de 2024 eles também falam da plataforma UNA, um atendimento pronto para vários órgãos, inspirado no Meu INSS, com primeiro contrato na FAB. No dia a dia da Dataprev isso já é a plataforma na ponta. A minuta, para mim, é o jeito de ter gente extra para repetir esse tipo de entrega sem inflar o quadro. A gente extra usa a tecnologia. A tecnologia não é a gente extra.
O que ficou desta parte
A Dataprev precisa de velocidade de plataforma com um quadro que já pesa no custo. Ela já nomeou a tecnologia Salesforce nesse caminho. A minuta é o mecanismo para chamar capacidade extra que saiba operar essa (e outras) tecnologias. A pergunta desta leitura é: o que a demanda descreve, e o que a plataforma já faz.
3. A demanda, na linguagem da plataforma
Agora eu coloco lado a lado o que a minuta pede e o que a tecnologia Salesforce faz. Salesforce, aqui, é a caixa de ferramentas. Integrador é quem a usa.
3.1 O dicionário Minuta → Salesforce
| Na minuta | Em português simples | O que a tecnologia faz |
|---|---|---|
| Fabricante | A marca da tecnologia do chamado | Salesforce (e, se a lista separar, MuleSoft e Informatica). É o “em cima de qual plataforma este trabalho acontece?” |
| Integrador | Quem instala, liga, mantém e evolui aquela marca | A empresa que configura a tecnologia. Não é a Dataprev. Não é a Salesforce-empresa. É quem sabe fazer a plataforma funcionar. |
| Cadastro / certificado | Carimbo de “pode ser chamado nesta marca” | O integrador apto a ser chamado para trabalho nesta tecnologia. Não é compra da plataforma. Não é pedido. |
| CMID (contrato-mãe) | Regras gerais, sem quantidade e sem preço | O envelope das regras. Ainda não é o trabalho de configurar a plataforma. |
| Procedimento seletivo | Escolha entre quem já está na lista | A Dataprev escolhe quem vai usar a tecnologia naquele chamado. |
| Ordem de Serviço | O pedido que autoriza começar | O pedido no qual o integrador usa a plataforma para fazer o trabalho existir. |
| Orientação técnica | Aconselhar sem executar a obra toda | Como fazer direito nesta plataforma: arquitetura, desenho, revisão. A Dataprev continua no volante. |
| Implantação / construção | Fazer a solução existir | Configurar atendimento, portal, automação, ligações. Service, Experience, Flow, Agentforce, MuleSoft, o que o chamado pedir. |
| Sustentação | Manter no ar e melhorar | O run da plataforma depois de no ar: incidente, melhoria pequena, publicação. |
| Hiperautomação | Tirar trabalho repetido das pessoas, com regra e com assistente | Flow para o que é sempre igual, Agentforce para o que precisa de linguagem, MuleSoft quando o legado ainda é papel ou tela antiga. |
| Multinuvem | Usar mais de um provedor de nuvem, com dado no Brasil | A nuvem da plataforma no Brasil (Hyperforce) mais o encanamento (MuleSoft) para falar com as outras nuvens da Dataprev. |
3.2 O que a demanda pede, e o que a tecnologia faz Fit
A minuta descreve duas frentes e um jeito de ter gente extra. Abaixo, o que isso pede da plataforma. Integrador, neste quadro, não aparece como “a Salesforce-empresa”. Aparece como quem configura o que está à direita.
1 Colocar coisas na nuvem
Multinuvem, dado no Brasil, vários clientes ao mesmo tempo.
A plataforma no Brasil (Hyperforce), o atendimento (Service Cloud), a porta do cidadão (Experience Cloud), o encanamento para as outras nuvens da Dataprev (MuleSoft). É o chão para repetir uma UNA sem um sistema novo por órgão.
2 Automatizar o trabalho
Hiperautomação: regra, legado e conversa.
Flow para o que é sempre igual. Agentforce para a pergunta e a exceção. MuleSoft quando o legado ainda é papel ou tela antiga. Tableau para ver se a fila realmente diminuiu. É o parágrafo em que a própria Dataprev já citou o contrato Salesforce.
3 Gente extra, sem perder o volante
A lista chama quem sabe operar a tecnologia. A Dataprev continua arquiteta.
O integrador configura, liga e sustenta o que a plataforma já sabe fazer. A orientação técnica da minuta é exatamente isto: como usar a tecnologia certo, sem entregar o restaurante. Se a marca Salesforce não estiver no Anexo III, esse trabalho pode ser chamado em cima de outra tecnologia.
3.3 O que esta minuta compra (e o que não) Escopo
A minuta é clara, e eu achei importante não misturar compra de tecnologia com chamada de gente.
- Este papel não compra a plataforma. Ele monta a lista de quem sabe configurá-la (e as outras marcas do anexo).
- Entrar na lista é de graça. Assinar o contrato-mãe é de graça. Nenhum dos dois autoriza começar o trabalho.
- Preço, prazo e forma de pagar nascem em cada pedido de trabalho, quando o integrador for usar a tecnologia naquele chamado. Eu não coloquei valor de pedido porque o documento não traz teto.
O que ficou desta parte
Na linguagem da plataforma, a minuta é o jeito de a Dataprev chamar quem configure, ligue e sustente uma tecnologia já escolhida (ou a escolher) para nuvem e automação. A Salesforce entra como essa tecnologia, se a demanda for feita nela. O integrador entra depois, no pedido. As duas coisas só se encontram se a marca Salesforce estiver na lista de fabricantes.
Demandas da minuta, soluções a implementar
A fórmula é sempre a mesma, em três colunas. A minuta pede. Isso vira uma solução a implementar. A tecnologia Salesforce é com o que se implementa. O integrador é quem faz, quando nascer o pedido de trabalho. Salesforce, aqui, continua sendo a plataforma, não a empresa na lista.
O mapa das oportunidades Demanda → implementação
Tudo o que a minuta pede, traduzido em solução a implementar com a plataforma. Não é catálogo. É o trabalho que um pedido pode autorizar.
| A minuta pede | Oportunidade: o que implementar | Com a tecnologia Salesforce |
|---|---|---|
| Inscrição por marca, hoje por e-mail, com pasta de PDF | Um portal da lista: a empresa pede o carimbo, acompanha o status, anexa o que falta | Experience Cloud (porta), Sales Cloud (cadastro da empresa), Service Cloud (fila), Flow (prazo e checklist) |
| Checagem de papéis, dinheiro, técnica e reputação, com agente de IA autorizado no texto | Um dossiê na fila, com certidão puxada na fonte e um assistente que resume o risco. O humano decide. | Agentforce (assistente), MuleSoft (bases oficiais), Service Cloud (dossiê), Shield e Privacy Center (trilha e dado de dirigente) |
| Escolha entre quem já tem carimbo, e Ordem de Serviço como único papel que autoriza começar | Um processo de convite, proposta no mesmo formato, e pedido com preço, prazo e aceite. Ninguém começa antes. | Experience Cloud (proposta), Flow (só quem tem certificado na marca), Revenue Cloud (preço e faturamento do pedido), Slack (aviso), Agentforce (dúvida sem vazar o órgão) |
| Acompanhar qualidade, certificado vigente, penalidade com critério objetivo | Um painel da lista: carimbo vencendo, atraso, advertência. Sem achismo. | Tableau, Data Cloud, Service Cloud, Agentforce para montar o dossiê de quem decide a pena |
| Implantar soluções de nuvem: construir, configurar, colocar no ar, vários chamados ao mesmo tempo | Fazer o atendimento (ou o portal) existir na plataforma, com a Dataprev no volante, e repetir o padrão no órgão seguinte | Service Cloud, Experience Cloud, Hyperforce no Brasil, OmniStudio, DevOps Center. Heroku só se o pedido pedir aplicativo ao lado. |
| Integração e multinuvem (a Dataprev já cita AWS, Google, Huawei, Oracle) | Encanamento: a plataforma conversa com o cadastro, o legado e as outras nuvens, com contrato de API | MuleSoft (Anypoint, Composer, e IDP ou RPA quando ainda for papel ou tela antiga) |
| Hiperautomação: tirar trabalho repetido, com regra e com assistente | O que é sempre igual vira regra. O que precisa de conversa vira assistente. Medir se a fila diminuiu. | Flow e OmniStudio (regra), Agentforce (conversa), MuleSoft (legado), Tableau (medida), Data Cloud (contexto) |
| Cuidar do dado (a Dataprev se descreve assim nas DFs 2024: cadastro, analytics, fraude) | Um CPF, uma pessoa. Cadastro limpo alimentando atendimento e assistente | Informatica (qualidade e cadastro mestre, se a marca estiver no anexo), Data Cloud, Tableau, MuleSoft no transporte |
| Sustentação de software e de infra, em pedido próprio | O run da plataforma: incidente, melhoria pequena, publicação, com qualidade combinada | Service Cloud, Slack, Agentforce na triagem, Scale Center, Shield |
| Orientação técnica, Dataprev dona do desenho | Aconselhar como usar a plataforma certo, sem tomar o restaurante. Guardar a decisão para o próximo chamado. | Slack, Tableau, Hyperforce, guardrails de Agentforce, padrão de MuleSoft. Menos produto novo, mais método. |
| Atender vários clientes ao mesmo tempo (objetivo da lista; UNA e FAB já são o exemplo) | A jornada do cidadão: entra, pergunta, vira caso se precisar, é avisada. Sem um sistema novo por órgão. | Experience Cloud, Service Cloud, Agentforce, Marketing Cloud (aviso de governo), MuleSoft, Data Cloud. Public Sector Solutions se o modelo de benefício couber. |
| Sigilo, informação estratégica, dado no Brasil, trilha de quem viu | Segurança como parte de toda implementação, não como extra. Assistente que não vaza o que leu. | Hyperforce, Shield, Privacy Center, Identity, Einstein Trust Layer, políticas no MuleSoft |
| A Dataprev também precisa vender plataforma a órgãos (receita de governo −11,1% em 2024). Não é o objeto “integrador”, e puxa volume para a lista. | CRM e cotação para Relacionamento e Mercados: órgão, proposta, conversa. Cozinha rápida sem salão em planilha. | Sales Cloud, Revenue Cloud, Marketing Cloud ou Account Engagement, Agentforce para preparar reunião (não inventar pipeline), Slack, Tableau |
Onde Agentforce implementa de verdade Assistente
Agentforce não é um SKU à parte desta minuta. É a peça com a qual se implementa quatro demandas concretas. Sem fila (Service), sem dado (Data Cloud) e sem encanamento (MuleSoft), não há o que implementar: sobra chatbot.
| Demanda da minuta | Solução a implementar | O que o assistente faz, e o que não faz |
|---|---|---|
| Due diligence com “agentes de inteligência artificial”, no texto | Assistente da Helena: resume reputação no dossiê | Lê regra e base. Não defere, não indefere. Shield guarda quem viu. |
| Hiperautomação do atendimento ao cidadão | Assistente da Camila: “cadê o meu pedido?” | Consulta o status pelo MuleSoft. Se não souber, abre caso no Service. Não inventa benefício. |
| Inscrição e dúvida na lista, sem e-mail paralelo | Assistente do Zezinho, no próprio pedido | Responde com as regras da minuta. Não inventa exceção de certificado. |
| Capacidade extra no quadro (73,1% do gasto é gente) e sigilo do chamado | Assistente do Roberto: dúvida da OS sem vazar o órgão | Responde só com as regras daquele pedido. Não mistura cliente. |
O portfólio, no papel de implementação Caixa de ferramentas
Cada produto entra só se houver uma demanda da minuta para ele implementar. Fora isso, é ruído.
Service Cloud
Implementa a fila.
Lista da Helena, caso da Camila, run da Lúcia. Sem Service, não se implementa atendimento nem a própria lista.
Experience Cloud
Implementa as duas portas.
Portal do integrador (Zezinho) e porta do cidadão (Camila). São duas implementações, não um portal só.
Sales Cloud
Implementa cadastro e, ao lado, o comercial da Dataprev.
Na lista: a empresa é uma conta. Fora do objeto da minuta: Relacionamento e Mercados acompanhar órgão. Não misturar os dois pedidos.
Revenue Cloud
Implementa o preço do pedido.
A OS da minuta (fechado, por unidade, por demanda). E, adjacente, a cotação da Dataprev para o órgão.
Marketing Cloud
Implementa o aviso ao cidadão.
“Seu pedido andou.” Jornada de governo. Não é campanha de varejo.
MuleSoft
Implementa a integração e a multinuvem.
Sem isso, a solução Salesforce vira ilha no meio de AWS, Google, Huawei e Oracle.
Informatica e Data Cloud
Implementam o cadastro único.
Informatica se o gargalo for qualidade de dado e se a marca estiver no anexo. Data Cloud para o assistente não falar no vazio.
Tableau, Slack, Flow, Hyperforce, Shield
Implementam medida, mesa, regra, Brasil e sigilo.
Atravessam quase todo pedido. Não são “depois”. São o tecido de qualquer implementação desta minuta.
Public Sector Solutions
Implementa o modelo de benefício, se o órgão for política pública.
Fit. Não tratar como decisão já fechada neste papel.
O que a minuta não pede para implementar Fora
Mesmo sendo Salesforce, não é oportunidade desta minuta:
- Commerce Cloud, Loyalty, Field Service, Maps, Net Zero: o papel não descreve loja, fidelidade, campo nem ESG.
- Marketing Cloud como mídia de varejo. A demanda é aviso de governo.
- Um agente sozinho, sem Service, sem dado e sem MuleSoft. A minuta pede automação em camadas.
- ITSM de infra. Esta minuta monta capacidade para nuvem, automação e atendimento, não um ticket de TI.
Ordem de implementação, quando o pedido nascer Sequência
Primeiro confirmar a marca no Anexo III. Depois, o que dá para implementar com o quê, na ordem em que a solução segura.
Marketing Cloud, Slack, Tableau, Shield e Flow entram junto, não no fim. Commerce e Field Service não entram.
O que ficou desta parte
As oportunidades desta minuta são oportunidades de implementar. A Dataprev descreveu demandas (lista digital, checagem com assistente, nuvem, integração, hiperautomação, dado, sustentação, jornada do cidadão, sigilo). Cada uma se implementa com peças da tecnologia Salesforce. Quem implementa é o integrador, no pedido. A tecnologia não se inscreve na lista. Ela é o que a lista existe para colocar no ar.
Jornadas: quem abre o quê, e o que a gente resolve
Cinco pessoas, um filme só. Zezinho quer entrar na lista. Helena analisa o pedido. Roberto precisa de gente extra. Lúcia faz o trabalho. Camila, no fim, é quem é atendida. Clique em cada pessoa e depois em cada passo.
O filme inteiro, em gente Personas
Hoje boa parte disso mora em e-mail, pasta de PDF e fila informal. O que eu desenhei abaixo é a tradução: a mesma minuta, vivida por alguém com nome.
Hoje ele abre o e-mail, anexa dez PDFs e manda para o endereço da Dataprev. Não tem protocolo visível. No desenho, ele entra num site da lista, com login da empresa.
A porta da frente (Experience Cloud) identifica a empresa e abre um pedido novo, com número, em vez de uma mensagem perdida na caixa.
Marca o quadradinho “Salesforce”. Se a empresa também souber ligar sistemas, pede MuleSoft à parte. Ele entende: um carimbo não vale para a outra marca.
O cadastro da empresa (Sales Cloud) guarda um pedido por marca, com checklist diferente em cada um. É a regra da minuta: análise independente.
Anexa contrato social, certidões e os certificados das pessoas que sabem Salesforce. O site diz o que ainda falta, em vermelho.
As regras automáticas (Flow) conferem se o arquivo veio e se a data do certificado ainda vale. Onde der, busca a certidão direto no site oficial (MuleSoft), como a minuta já autoriza.
Sem sair da tela, pergunta: “O certificado da Maria venceu semana passada. Posso mandar o novo depois?”
O assistente (Agentforce) lê as regras da minuta e responde: o certificado precisa estar válido no dia do pedido. Não inventa exceção. Se for caso especial, abre um recado para a Helena.
Vê no portal: “Aprovado para Salesforce, válido até 21/08/2027.” Depois assina as regras gerais. Ainda não tem trabalho. Ainda não fatura. Mas já pode ser chamado.
Emite o certificado, dispara o contrato-mãe e marca o relógio de doze meses. Slack avisa o time da Dataprev que a lista ganhou mais uma empresa na marca Salesforce.
Hoje ela abre o e-mail. No desenho, ela abre a fila: “Pedido 128, Zezinho, marca Salesforce, papéis quase completos.”
A fila (Service Cloud) junta tudo o que era mensagem solta. Cada pedido tem dono, prazo do ciclo e marca.
Ela não precisa baixar a certidão da Receita de novo. O dossiê já mostra: regular, consultado hoje.
O encanamento (MuleSoft) consulta as bases oficiais. A minuta já diz que a Dataprev pode buscar o documento direto, sem a empresa anexar de novo.
Abre um parágrafo: “Sócio sem sanção no TCU. Certificado Salesforce válido. Um apontamento antigo, já encerrado.” Ela decide. O assistente não aperta o botão por ela.
O assistente (Agentforce) leu as regras da minuta e as bases. A minuta pede isso por escrito: tratar dado de dirigente e usar agente nessa checagem. Shield guarda quem viu o quê.
Clica em “pedir complemento”: falta a procuração. O Zezinho recebe no portal, não num e-mail que ele vai perder.
O pedido fica no mesmo caso. O prazo da diligência corre. Se o Zezinho não responder, a minuta trata como desistência. O sistema avisa os dois.
O Zezinho também pediu outra marca, sem certificado. Helena defere Salesforce e indefere a outra. Um carimbo não puxa o outro.
Gera o certificado com validade própria para aquela marca e convoca a assinatura das regras gerais. Tableau mostra para a chefia quantos pedidos estão parados na fila.
Escreve em português: “Implantar o atendimento do órgão X, em noventa dias, na marca Salesforce.” Marca qualidade esperada e teto de preço.
Nasce o chamado. A plataforma (Salesforce Platform) guarda objeto, prazo e marca. Sem isso, vira um Word no e-mail da diretoria.
Vê três empresas com carimbo vigente de Salesforce, inclusive a do Zezinho. Quem só tem carimbo de outra marca nem aparece.
A regra automática cruza certificado válido, marca e, se o chamado pedir, gente certificada. É o “só quem já está na lista” da minuta.
Três propostas, no mesmo formato: preço, prazo, equipe. Ele compara sem abrir três PDFs diferentes.
O portal (Experience Cloud) recebe a proposta. O preço e o faturamento futuro (Revenue Cloud) já nascem amarrados àquele chamado, não a um contrato genérico.
Escolhe a de menor prazo. Clica em emitir. Só agora alguém pode começar. Ele sabe: se começar antes, a minuta diz que não vale.
Gera o pedido com escopo, valor, prazo e responsável. Slack avisa a Lúcia. Nada de “já vai adiantando” por mensagem.
O Zezinho pergunta no portal: “Posso subcontratar a parte de dado?” Roberto não quer que essa conversa vire um e-mail com informação do órgão.
O assistente responde com as regras daquele chamado (subcontratação só se o texto permitir) e não mistura com outro cliente. A minuta chama isso de informação estratégica.
Vê escopo, prazo, qualidade e o nome do Roberto como dono. Não começa nada que não esteja escrito ali.
O pedido é o SOW. Service Cloud e Slack são a mesa de trabalho do dia. Sem pedido, a tela nem deixa apontar hora.
Antes de configurar, ela desenha com o arquiteto da Dataprev: o que fica na plataforma Salesforce, o que continua no sistema antigo, o que o assistente pode responder.
Isso é a orientação técnica da minuta. A Dataprev não abre mão do desenho. Slack e a org guardam a decisão, para o próximo chamado não reinventar depois.
Monta a fila, as filas por assunto, o site por onde o cidadão entra. Publica a mudança com controle, não “no feeling”.
Service Cloud é a fila. Experience Cloud é a porta. A nuvem no Brasil (Hyperforce) segura o dado. DevOps Center publica a versão. Isso é “implantar” na minuta.
O atendimento não pode virar uma ilha. Ela precisa consultar o cadastro que a Dataprev já tem, e devolver o status.
MuleSoft é o encanamento. Se o dado vier sujo, Informatica e Data Cloud entram para não tratar o mesmo CPF como três pessoas. Isso é “integrar” e “cuidar do dado” na minuta.
A pergunta número um do órgão é “cadê o meu pedido?”. Ela não quer uma pessoa da Dataprev repetindo isso o dia inteiro.
Agentforce responde com o status real, puxado pelo encanamento. Flow cuida do que é sempre igual (abrir caso, pedir documento). Tableau mostra se a fila diminuiu. Isso é hiperautomação, no chão, não no slide.
Roberto aceita. O pedido de implantação fecha. Nasce outro, de manter no ar: incidente, melhoria pequena, publicação.
É o sucessor do bolsão de horas, dentro da lista. Service Cloud opera o run. Um assistente tria incidente. Cada evolução nova vira pedido novo, como a minuta manda.
Entra com a conta gov.br, vê o pedido que fez semana passada, ainda sem resposta humana.
A porta (Experience Cloud) mostra o caso dela. Sem a lista de gente extra, esse órgão talvez nem tivesse essa tela no ar, porque a Dataprev não dava conta de mais um cliente.
Escreve no chat do app, à meia-noite: “Cadê o meu pedido?” Não quer esperar o 0800 abrir.
O assistente (Agentforce) consulta o status pelo encanamento (MuleSoft) e responde com o fato. Se não souber, não inventa. Abre caso para gente.
Recebe um número. Sabe que alguém vai olhar. Não precisa contar a história de novo.
Service Cloud abre o caso com o que o assistente já apurou. A pessoa da Dataprev ou do órgão vê o contexto, não um e-mail em branco.
No dia seguinte, uma mensagem: “Seu pedido foi deferido.” Ela não precisa abrir o app de hora em hora.
Marketing Cloud manda o aviso no momento certo. É jornada de governo, não propaganda. Data Cloud garante que é a Camila, um CPF, uma pessoa.
Não sabe o nome Zezinho, Helena, Roberto nem Lúcia. Não leu a minuta. Foi atendida.
Tableau mostra para o órgão e para a Dataprev: fila menor, tempo menor, mais de um cliente no ar ao mesmo tempo. É o objetivo 3.2 da minuta, chegando na ponta.
O que essas cinco pessoas mostram
A minuta, vivida, é isto: uma porta para entrar na lista, uma fila para analisar, um jeito de chamar quem já tem carimbo, alguém que configura a plataforma, e um cidadão que nem fica sabendo de nada disso. A tecnologia Salesforce aparece em cada cena como o instrumento: a porta, a fila, o assistente, o encanamento, o aviso. Zezinho e Lúcia são gente que usa esse instrumento. Camila é o motivo de ele existir.
4. Onde a tecnologia entra
Os catorze blocos abaixo são o mesmo mapa de Demandas e soluções, no detalhe. Cada um começa com o que a minuta pede. Em seguida, a solução a implementar com a tecnologia Salesforce. Quem implementa aparece no card da direita.
O mapa em uma tabela
| A minuta descreve | Eu li como | |
|---|---|---|
| 01 a 04 | Inscrição, checagem, escolha e acompanhamento da lista | A Dataprev precisando de um sistema para operar a própria lista |
| 05 a 10 | Aconselhar, implantar, ligar, automatizar, cuidar do dado e sustentar | O trabalho que a tecnologia Salesforce faz, quando o integrador for chamado |
| 11 a 14 | Atender mais clientes ao mesmo tempo, com sigilo e qualidade | A ponta: cidadão atendido, Dataprev vendendo plataforma, e integradores dessa tecnologia na lista |
01. A porta de entrada da lista Da minuta
Hoje o pedido vai por e-mail, com pasta de PDF, análise em ciclos, certificado por marca e renovação de doze meses. A empresa tem de avisar mudança de endereço, de sócio, de certificado. A Dataprev pode pedir papel de novo a qualquer hora.
O que faria esse trabalho, na plataforma: a porta da frente (Experience Cloud), a fila do analista (Service Cloud), o cadastro da empresa (Sales Cloud), as regras automáticas de prazo (Platform e Flow), o recado no dia a dia (Slack), e a ligação com bases oficiais de CNPJ, tributo e certidão (MuleSoft). Um assistente (Agentforce) pode lembrar o analista o que ainda falta, sem decidir no lugar dele.
A tecnologia
A Dataprev passaria a operar a lista numa org Salesforce, em vez de e-mail.
Quem implementa
Sentar com o time que recebe o e-mail hoje, desenhar a fila, ligar o que já existe, treinar quem vai usar. É um trabalho de “fazer a lista viver num sistema”.
02. A checagem de reputação A minuta pede um assistente
A Dataprev vai olhar se a empresa (e às vezes o sócio) tem sanção, processo, ou história que impeça contratar. A minuta autoriza, por escrito, tratar dado de dirigente e usar “agentes de inteligência artificial” nessa checagem. Também diz que pode buscar documento direto em site oficial, sem a empresa anexar de novo.
O que faria esse trabalho: Agentforce (o assistente), MuleSoft (a consulta às bases), Service Cloud (o dossiê), Shield e Privacy Center (quem viu o quê, e o cuidado com dado pessoal), Data Cloud (juntar apontamentos ao longo do tempo para não recomeçar do zero a cada renovação).
A tecnologia
Assistente com as regras da minuta como material de leitura, sempre com uma pessoa no final.
Quem implementa
Escrever o que o assistente pode e não pode fazer. Mapear as bases. Testar para ele não inventar sanção. Este é o único lugar em que a minuta pede inteligência artificial com todas as letras. Eu não deixaria isso genérico.
03. A escolha e o pedido de trabalho Da minuta
Quando nasce uma demanda, a Dataprev escreve o que precisa, de qual marca, com qual prazo e qualidade. Só entra quem tem carimbo vigente naquela marca. Quase sempre ganha quem cobra menos, entrega mais rápido, ou os dois. Ninguém começa antes do pedido assinado.
O que faria esse trabalho: a porta para a empresa enviar proposta (Experience Cloud), a regra de “só quem tem certificado nesta marca” (Platform e Flow), o preço e o faturamento do pedido (Revenue Cloud), o recado rápido (Slack), e um assistente para tirar dúvida sobre o texto do chamado sem vazar o que a minuta chama de informação estratégica.
A tecnologia
Do convite à proposta, do aceite ao faturamento, no mesmo lugar da lista.
Quem implementa
Passar o processo de papel para o sistema, com o jurídico da Dataprev na mesa. Sem isso, a lista continua viva no certificado e morta na operação.
04. Como a lista permanece honesta Da minuta
A Dataprev quer saber, o tempo todo, se o certificado da empresa ainda vale, se o trabalho anterior foi bom, se houve atraso, se alguém usou a marca Dataprev de forma errada. Pode advertir, multar (até R$ 100.000,00 por infração ligada à lista) ou suspender por até dois anos. Perder a condição de parceiro da marca tira só aquele carimbo.
O que faria esse trabalho: Tableau (o painel que a liderança vê), Data Cloud (o histórico), Service Cloud (o caso quando algo sai do trilho), Agentforce (montar o dossiê para quem vai decidir a penalidade).
A tecnologia
A lista deixa de ser uma prateleira e vira algo que se observa.
Quem implementa
Combinar com a Dataprev quais números realmente medem um pedido bom, porque a minuta deixa o detalhe para cada chamado.
05. Fazer a solução existir Da minuta
A Dataprev quer empresas que implantem soluções de nuvem: construir, configurar, colocar no ar. E quer poder ter vários desses chamados ao mesmo tempo, inclusive da mesma marca.
O que faria esse trabalho: Sales Cloud (relação com o órgão, se for o caso), Service Cloud (atendimento), Experience Cloud (a porta do cidadão ou da empresa), a plataforma em si (objetos, telas, automações), OmniStudio (jornadas guiadas), a nuvem no Brasil (Hyperforce), identidade de quem entra, e o caminho de publicar mudança com controle (DevOps Center). Heroku, se precisar de um aplicativo ao lado.
A tecnologia
A plataforma que a Dataprev já usa e quer repetir em mais órgãos.
Quem implementa
O time que implementa desenha a primeira, documenta o padrão, e acompanha o parceiro nas seguintes. Preço pode ser fechado por entrega ou por hora, como a minuta permite.
06. Ligar um sistema no outro Da minuta
A palavra “integração” está no objeto. A Dataprev já trabalha com mais de uma nuvem (ela mesma citou AWS, Google, Huawei e Oracle) e com sistemas grandes de governo. Sem um encanamento, cada chamado vira um fio solto.
O que faria esse trabalho: MuleSoft Anypoint (desenhar e publicar as ligações), a gestão de quem pode chamar cada ligação, o runtime perto da infra da Dataprev quando ela quiser dado em casa, Composer para ligações simples, e a leitura de documento (IDP) ou o robô de tela antiga (RPA) quando o legado ainda não tem API.
A tecnologia
O tecido entre a Salesforce e as outras nuvens e sistemas da Dataprev.
Quem implementa
Aconselhar o padrão de ligação (o “como a gente conecta as coisas aqui”) e fazer as primeiras. O volume pode ir para parceiro que saiba MuleSoft de verdade.
07. Tirar trabalho repetido das pessoas Da minuta
A minuta existe, entre outras coisas, para hiperautomação. Nas contas de 2024, a Dataprev escreveu que a automação ia “imprimir novo ritmo” ao desenvolvimento. No texto público, o contrato Salesforce entra exatamente nesse parágrafo.
O que faria esse trabalho: Agentforce (atendimento, empregado, e até preparação comercial), Flow, OmniStudio, MuleSoft RPA e IDP, Data Cloud (o contexto para o assistente não falar no vazio), Slack (o trabalho interno da Dataprev).
A tecnologia
Automação em camadas. Um bot sozinho não é o que a minuta descreve.
Quem implementa
Escolher um processo real, fazer o piloto com cuidado (benefício de cidadão não admite invenção), e só então repetir. Se o trabalho for muito específico da plataforma, a minuta admite chamar sem disputa de menor preço.
08. Cuidar do dado Da minuta
A Dataprev se descreve como empresa de dados para a cidadania. Nas contas de 2024 ela fala em cadastro, analytics e combate a fraude. Uma solução de nuvem alimentada com cadastro sujo vira sustentação eterna.
O que faria esse trabalho: Informatica (integração de dado, qualidade, cadastro mestre), Data Cloud, Tableau, MuleSoft para o transporte.
A tecnologia
O cuidado com o dado que a Dataprev já considera o ofício dela.
Quem implementa
Desenhar as regras de qualidade e o modelo de cadastro. Não disputar o trabalho braçal de tubo de dado por menor preço. Disputar o desenho.
09. Manter no ar, e melhorar um pouco todo mês Da minuta
Um dos anexos é sustentação de software e de infra. Cada pedido tem o próprio valor. Suspender a empresa impede pedido novo, e não apaga automaticamente o que já está em curso.
O que faria esse trabalho: Service Cloud e Slack (a operação do dia), um assistente para triar incidente, Scale Center (saúde da org que atende cidadão), Shield (trilha). O pedido de sustentação é do integrador. A plataforma é o que ele opera.
A tecnologia
A operação visível, não só o herói no grupo.
Quem implementa
Reescrever o bolsão como catálogo de pedido: incidente, evolutiva, publicação. Sem isso, a lista nasce e o run da plataforma continua num contrato ao lado, mais solto.
10. Aconselhar sem tomar o volante Da minuta
A Dataprev escreveu que a responsabilidade de conceber, desenhar, coordenar e entregar continua dela. Um dos fluxos do anexo é orientação técnica. E existe a escolha direta quando o trabalho é da natureza daquela marca.
O que faria esse trabalho: menos produto novo, mais método. Hyperforce no Brasil, guardrails de Agentforce, o padrão de MuleSoft, Slack para o trabalho conjunto, Tableau para ver se o conselho virrou resultado.
A tecnologia
A plataforma bem usada, não um produto extra para vender.
Quem implementa
Um pedido contínuo de orientação: como usar a plataforma certo. Se a lista só chamar fábrica, na prática alguém de fora vira o arquiteto, e o item que a minuta mais protege (o volante da Dataprev) fica no papel.
11. A jornada de quem é atendido Da minuta
Um dos objetivos da lista é atender vários clientes, projetos e contratos ao mesmo tempo. A Dataprev já tem a UNA e quer plataforma, não um sistema por órgão.
O que faria esse trabalho: Service Cloud (a fila), Experience Cloud (a porta), Agentforce (o assistente), Marketing Cloud (o aviso no momento certo, de governo, não de loja), MuleSoft (os sistemas de trás), Data Cloud (um CPF, uma pessoa), OmniStudio e, se a Dataprev quiser o pacote de setor público, Public Sector Solutions.
A tecnologia
O que o órgão compra da Dataprev, no fim, é essa jornada. Não a lista de integradores.
Quem implementa
Cada órgão novo pode virar um pacote de pedidos: entender, implantar, automatizar, sustentar. O integrador replica o padrão da plataforma. É assim que a lista vira capacidade de atender, e não só um cadastro.
12. A Dataprev também vende Da minuta
A lista aumenta a capacidade de entregar. A receita de governo caiu em 2024. Plataforma e automação são o cardápio novo. Quem vende isso, na Dataprev, é Relacionamento e Mercados.
O que faria esse trabalho: Sales Cloud, Revenue Cloud (montar a proposta de serviço da Dataprev), Marketing Cloud ou Account Engagement (nutrição institucional, com o cuidado de governo), Agentforce no comercial (preparar reunião, não inventar pipeline), Slack, Tableau.
A tecnologia
A Dataprev usando Salesforce para vender Salesforce (e o resto do cardápio dela).
Quem implementa
Um pedido de Sales Cloud para o time de mercados. Não está no objeto “integrador de nuvem”, mas é a alavanca: quem vende mais plataforma puxa mais pedido na lista.
13. Segredo, dado e o que não se pode contar Da minuta
Há um capítulo inteiro sobre informação estratégica, uso só para aquele chamado, e propriedade do que for criado. Quebrar sigilo é infração. Usar a marca Dataprev como se fosse parceria exclusiva também. A checagem de reputação já trata dado de pessoa.
O que faria esse trabalho: Shield, Event Monitoring, Privacy Center, mascaramento de dado, Identity, Hyperforce no Brasil, Einstein Trust Layer nos assistentes, políticas no MuleSoft.
A tecnologia
O mínimo de respeito a cadastro de trabalhador e de benefício.
Quem implementa
Um pedido de segurança em toda org da conta, e um combinado claro com parceiro: não anunciar parceria, não reusar dado de um chamado no outro.
14. Ajudar quem implementa a se inscrever Da minuta
A inscrição é por marca, no CNPJ da empresa, com certificado vigente e gente habilitada. Vale doze meses. Perder a parceria da marca tira aquele carimbo.
O que faria esse trabalho: o portal da própria lista (Experience Cloud), o cadastro da empresa (Sales Cloud), Tableau para ver certificado vencendo.
A tecnologia
A marca Salesforce como fabricante, para a demanda ser feita nesta plataforma e não em outra.
Quem implementa
Empresas que já sabem UNA, assistente, nuvem no Brasil, MuleSoft. Sem gente habilitada, o carimbo não segura a qualidade que a minuta pede.
O que ficou desta parte
Eu vi dois tipos de demanda para a tecnologia. Um é a Dataprev operar a própria lista numa plataforma (portal, checagem com assistente, escolha, painel). O outro é o trabalho que essa lista vai disparar (implantar, ligar, automatizar, cuidar do dado, sustentar, aconselhar, atender o cidadão). Os dois são coisas que a plataforma Salesforce já sabe fazer. Se só olharmos o segundo, a lista continua no e-mail. Se só olharmos o primeiro, o chamado de automação pode nascer em outra tecnologia.
5. Por onde eu começaria
Enquanto for minuta, o mais valioso não é uma proposta comercial. É entender a lista de marcas e conversar com calma. Cadastro é de graça. Trabalho só existe depois do pedido.
5.1 O que eu olharia primeiro, e por quê
| Quando | O quê | Por que, na minuta |
|---|---|---|
| Agora | Pedir o anexo da lista de marcas (e, se possível, os outros dois) | Sem saber se a tecnologia Salesforce está entre as marcas do chamado, o resto é hipótese. A Dataprev pode incluir marca enquanto o texto ainda muda. |
| Agora | Listar quem já configura esta plataforma na Dataprev e quem teria certificado e gente habilitada | A escolha futura é entre quem já tem carimbo naquela marca. Integrador é empresa, não a tecnologia. |
| Quando publicar | Anotar os trinta dias em que ainda se pode falar sobre o texto | Item da própria minuta sobre impugnação. |
| Depois do carimbo | Assinar as regras gerais (o contrato-mãe) | Sem isso, não há chamado. |
| Quando nascer demanda | Olhar sustentação (o run de hoje) e orientação (o volante) como primeiros pedidos naturais | São os fluxos que a minuta já nomeia, e que a conta já vive. |
5.2 Três conversas, em ordem de curiosidade
1 Com a Dataprev
Perguntar, com respeito, quais marcas estão no anexo e se a tecnologia Salesforce (e as de ligação e de dado) aparecem. Oferecer ajuda para escrever o que se exige de quem se inscreve nessa marca: certificados, gente habilitada. Isso protege a qualidade do trabalho deles.
2 Internamente
Alinhar o recorte: Salesforce é a tecnologia da solução, não a empresa na lista. Alinhar o que a demanda pede da plataforma (nuvem, automação, atendimento). Alinhar o que não se fala para a Dataprev: parceria exclusiva, logo, “homologados pela Dataprev”.
3 Com os parceiros
Mostrar o filme da minuta em analogia, como neste material. Quem quiser ser chamado para configurar esta tecnologia na Dataprev vai precisar do carimbo. Quanto antes o papel estiver pronto, menos corrida no primeiro chamado.
O que ficou desta parte
Eu começaria pela pergunta mais simples: a tecnologia Salesforce está na lista de marcas? Se sim, a demanda da minuta pode ser feita nela, e os integradores dessa marca podem se inscrever. Se ainda não, conversar enquanto o texto é minuta. As jornadas de Camila só se realizam se esse chão existir.
6. Como eu contaria isso no time
Uma fala curta, no tom em que a gente se fala. Sem disputa. Com o fato da minuta na frente.
6.1 Se eu tivesse dois minutos na daily
A Fernanda pediu para eu ler a minuta da Base Dinâmica de Integradores. Em uma frase: a Dataprev está montando uma lista de empresas, por marca de tecnologia, para chamar ajuda extra em nuvem e automação sem abrir uma licitação longa a cada vez.
Entrar na lista não é contrato de trabalho. Trabalho só existe quando nascer um pedido. A leitura que eu fiz não é “a Salesforce-empresa na disputa”. É: cada demanda da minuta (nuvem, automação, lista digital, cidadão) é uma oportunidade de implementar a solução com a tecnologia Salesforce. Integrador é quem implementa.
O mapa é direto. Lista no e-mail vira portal (Experience, Service). Checagem vira dossiê com assistente (Agentforce, MuleSoft, Shield). Órgão novo vira atendimento na plataforma (Service, Experience, Hyperforce). Ligação vira MuleSoft. Hiperautomação vira Flow mais Agentforce. Cidadão avisado vira Marketing Cloud. Cadastro único vira Data Cloud e, se couber, Informatica. Sem a marca no anexo, o mesmo trabalho pode ser implementado em outra tecnologia.
O PDF não trouxe a lista de marcas. Eu não sei se a tecnologia já está nomeada. Por isso o próximo passo que eu sugiro é pedir esse anexo, não montar uma proposta de milhões.
Se quiser contar em gente, o filme é este: Zezinho abre o portal e pede o carimbo da marca Salesforce, porque é essa a tecnologia que ele sabe configurar. Helena analisa na fila, com o assistente resumindo o risco. Roberto precisa de gente extra para um órgão em noventa dias e chama quem já tem carimbo. Lúcia configura a plataforma e o atendimento existe. Camila só quer saber se o pedido andou. Isso é o que a tecnologia está resolvendo.
6.2 O que eu não falaria para a Dataprev
- Que isso é uma parceria estratégica, uma exclusividade, ou uma homologação. O texto veda e prevê penalidade.
- Que o cadastro garante demanda. Não garante.
- Que a tecnologia, ou quem a configura, vai “operar no lugar” da Dataprev. O texto diz o contrário: o volante continua com eles.
6.3 O que eu falaria, se a conversa pedir
- Que lemos o documento como um mecanismo para eles terem capacidade extra, e que a demanda combina com o que eles já publicaram sobre automação e sobre o contrato da plataforma Salesforce.
- Que cada demanda do papel vira uma solução a implementar com a plataforma: lista digital, assistente na checagem, atendimento, integração, automação, dado, aviso ao cidadão, sigilo.
- Que dá para descrever o que se espera de quem se inscreve na marca Salesforce, para o chamado deles ter qualidade (certificado, gente habilitada).
- Que, de quebra, o próprio e-mail da inscrição é um processo que esta plataforma sabe digitalizar, inclusive o assistente que o texto já autoriza na checagem de reputação.
Fecho
Eu não li esta minuta como um campo de disputa. Li como um manual de como a Dataprev quer chamar ajuda daqui para a frente, e como um mapa do que a tecnologia precisa fazer quando essa ajuda for chamada. Se a marca Salesforce estiver nesse manual, a demanda pode ser atendida nesta plataforma, por quem souber configurá-la. Se não estiver, o trabalho de nuvem e automação pode ser chamado em cima de outra tecnologia. Por isso eu começaria perguntando, com calma, o que está na lista de marcas.
De onde veio cada fato
O documento
- Minuta Edital de Convocação para Formação da Base Dinâmica de Integradores da Dataprev, arquivo que a Fernanda Pacheco encaminhou (29 páginas). Anexos citados e não incluídos neste PDF.
O chão jurídico que a minuta cita
- Lei nº 13.303/2016, art. 28, § 3º, I (a Dataprev trata o ato como empresarial, não como licitação clássica). Texto em planalto.gov.br.
- Regulamento interno de contratações da Dataprev, citado no preâmbulo. Página de contratos estratégicos: dataprev.gov.br/contratos-estrategicos-e-instrumentos-congeneres (atualizada em 26/05/2026).
O que já está no caminho da conta (interno)
- Agentforce no Serviço na Ponta (atendimento ao cidadão). Marketing Cloud em campanhas e WhatsApp. MuleSoft como camada de integração. Isso não está na minuta. Está no histórico da conta, e explica por que a leitura de strategy não trata esses produtos como hipótese vazia.
- Sales Cloud e Revenue Cloud para o comercial da Dataprev, Slack com órgão, e Public Sector Solutions: houve conversa na conta. Não tratei como decisão fechada desta minuta.
- Informatica: fit da demanda de dado. Não vi decisão formal amarrada a este papel.
Números e frases da própria Dataprev
- Demonstrações Contábeis 2024: receita de R$ 2,31 bilhões; receita de governo −11,1%; 73,1% do gasto no próprio quadro; plataforma UNA e primeiro contrato com a FAB.
- Notícia “Multinuvem: mais de 120 demandas concluídas em um ano”. dataprev.gov.br.
- Notícia “Plataformas impulsionam a transformação digital”, com a menção ao contrato Salesforce. dataprev.gov.br.